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Candidatura de João Azevedo não empolga os “ricardistas”

zzzzEmbora evitem declarações públicas, aliados políticos do governador Ricardo Coutinho não escondem sua preocupação com os rumos da disputa pela sucessão estadual em 2018 diante da ausência de opções competitivas dentro do esquema para o embate com as oposições. A pré-candidatura do secretário de Infraestrutura, João Azevedo (PSB), que chegou a ser admitida pelo próprio governador, repete a situação vivida quando do lançamento desse nome à prefeitura de João Pessoa em 2012: não empolga as bases. Embora considerado um técnico da melhor qualificação, preparado para quaisquer desafios administrativos, Azevedo continua padecendo da falta de carisma político, o que pode ser fatal na corrida eleitoral à vista, de acordo com avaliações relatadas “em off” a repórteres políticos.

Por outro lado, a indefinição do próprio governador Ricardo Coutinho quanto a disputar cargo majoritário, como o Senado, gera desconforto entre os socialistas e aliados de outros partidos que compõem a base de apoio ao governo atual, passando a impressão de que não há segurança por parte do chefe do Executivo quanto às suas próprias chances, embora, teoricamente, ele seja tido em algumas áreas como forte cabo eleitoral do esquema, favorecendo as diferentes candidaturas, proporcionais e majoritárias, que serão lançadas. A marca de “administrador operoso” atribuída ao gestor é defendida pelos “ricardistas” como fundamental para resultados eleitorais vantajosos na campanha do próximo ano. Ricardo, segundo as análises, é bem avaliado junto a segmentos influentes da opinião pública não só pelo impacto de obras e serviços de vulto que consegue manter em meio à crise conjuntural que o país enfrenta como pelo equilíbrio financeiro que o Estado atravessa, numa quadra em que Estados importantes como o Rio de Janeiro se deparam com um cenário de colapso administrativo. Ricardo, entretanto, tem dito que não é obcecado pelo poder e já expressou mais de uma vez que poderá permanecer à frente do Executivo até o último dia de mandato, se isto for necessário para evitar ameaças ao que chama de projeto administrativo eficiente que está colocando em prática.

O governador chegou a advertir, numa das suas alocuções sobre a disputa eleitoral de 2018, para a ação dos “aventureiros que já tiveram oportunidade de passar pelo comando da administração” e “mergulharam o Estado em práticas nocivas e deletérias”, prevenindo que se depender dele nenhum passo será dado para facilitar o retorno dessas figuras à administração paraibana. Interlocutores de Ricardo alegam que este é o tom adequado para motivar as bases governistas na peleja eleitoral, mas reclamam que cabe ao próprio governador infundir entusiasmo no agrupamento político, o que implicaria na presença de Coutinho na linha de frente, no palanque, preferencialmente como candidato a uma vaga no Senado. Ricardo é “incensado”, também, entre os aliados, pelo fato de ter se mantido incólume, até agora, num horizonte povoado por políticos envolvidos em escândalos, incluindo-se o próprio presidente da República, Michel Temer, do PMDB, que a duras penas e depois de muitas concessões de favores públicos logrou escapar de uma ação de investigação por corrupção passiva, atribuída pelo Ministério Público. O prosseguimento da ação de investigação de Temer foi barrado na Câmara Federal numa votação que não refletiu tranquilidade do governo; pelo contrário, alimentou desconfianças sobre a sua instabilidade e condição de refém de partidos e parlamentares que na contabilidade oficial eram listados como “aliados”.

Alguns “ricardistas” mais afoitos tencionam articular conversações mais diretas e objetivas com o chefe do Executivo a respeito das alternativas para o embate eleitoral do próximo ano ao governo do Estado, ao Senado, à Câmara Federal e Assembleia Legislativa. O interesse é o de deflagrar internamente o processo de discussão do cenário em suas variantes possíveis e imagináveis, como a cogitação de nomes de prrováveis candidatos e a natureza das alianças políticas-partidárias que serão feitas para constituir esquema de força no confronto das urnas. A deputada Estelizabel Bezerra (PSB), por exemplo, defende que haja uma definição sobre qual a hipótese que vai prevalecer na montagem do esquema de forças: se o lançamento de chapa puro-sangue, com nomes identificados profundamente com a diretriz política de Ricardo, ou a possibilidade de composição com outros partidos agregados para infligir revés às oposições, que tentam administrar ambições e somar forças para derrotar a hegemonia até agora sustentada por Ricardo no Palácio da Redenção.

Nonato Guedes

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