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Comportamento e condutas inadequadas lideram queixas nos consultórios.

educaçaoOs problemas de comportamento ou de conduta são as maiores queixas registradas nos consultórios psicoterápicos. Segundo a psicóloga, Ingrid Ourem, em idades pré-escolares (até 6 anos) em média 15% das crianças apresentam algum problema de comportamento. Dessas, até 75% vão apresentar comportamentos inadequados ao longo do seu desenvolvimento. Mas essa não é a única situação que leva uma criança ou adolescente ao acompanhamento de um especialista.

Em segundo lugar aparecem os problemas de aprendizagem – muito recorrente, principalmente na fase inicial da vida escolar da criança – e por último, problemas afetivos e de relacionamento. Segundo a psicóloga Janaína da Motta, hoje existem diversos “órfãos de famílias vivas”, ou seja, meninos e meninas que, embora tenham pais vivos, morem ou não na mesma casa, têm pouca convivência com os seus genitores. Mudanças de comportamentos, atos agressivos, dificuldades no aprendizado e isolamento chamam a atenção para o atendimento de um profissional.

Os órfãos de famílias vivas, destaca psicóloga

“São os órfãos de famílias vivas”. É o que comentou a psicóloga Janaína da Motta ao caracterizar a atual situação de algumas crianças e adolescentes que, embora tenham pais vivos, morem ou não na mesma casa, têm pouca convivência com os seus genitores. São filhos de pais que trabalham o dia inteiro e alguns deles têm reduzido tempo e muitas vezes, de pouca qualidade, com eles. Quando questionados sobre o problema dos filhos, os pais falam que dão de tudo para os filhos, mas esquecem o principal: o amor. As escolas, locais onde passam a maior parte do tempo, principalmente naquelas em tempo integral, passam a ter um papel fundamental ao reconhecer a necessidade de um acompanhamento. Mudanças de comportamentos, atos agressivos, dificuldades no aprendizado e isolamento chamam a atenção para o atendimento de um profissional.

Na infância e adolescência é comum que os ser vivencie a angústia, os medos, a insegurança, a tristeza e até mesmo a agressividade: em maior ou menor intensidade. Isso faz parte do desenvolvimento intelectual, afetivo e comportamental de qualquer pessoa. Por conta disso, sentimentos como esses acontecem em qualquer outra fase da vida. No entanto, quando passam a ser mais frequentes, é necessário tratamento. Mas não é fácil a abertura para falar dos problemas. Inicialmente quando vão ao psicólogo, o garoto ou a garota afirma não ter nenhum problema que justifique tratamento. Porém com o diálogo ajuda a entender o comportamento agressivo ou o isolamento ajuda a compreender os fatores que contribuíram para o afloramento daquela situação, que pode ter partido de algo que ocorreu na escola ou mesmo da vivência em família.

A psicóloga Janaína da Motta explicou que alguns meninos e meninas se fecham em seu mundo, o que chama atenção. Da mesma forma aqueles que agem de forma agressiva. “Quando criança são agressivos ou fechados demais. Já na adolescência, querem o mundo deles, querem ficar sozinhos”, frisou, acrescentando que a agressão é um pedido de socorro. Esses são filhos de pais que, geralmente, trabalham o dia inteiro com a finalidade de dar o melhor financeiramente para os filhos. No entanto, o que mais precisam o dinheiro não compra: amor e atenção. “É aí que eles buscam consolo na internet. Por trás do computador ele pode ser quem ele quiser. Quando sai do computador, ele vive a realidade”, comentou, acrescentando que muitos pais que passam o dia fora preenchem o dia inteiro da criança ou adolescente com diversas atividades, quando elas chegam suas residências eles não se sentem parte da família porque nem tem o contato com o pai ou a mãe.

O modelo de família dramatizado em telenovelas brasileiras, por exemplo, que os pais fazem as atividades escolares com os filhos, que jantam juntos, que colocam para dormir e que estão presentes na vida dos filhos está cada vez menos frequente por conta das mudanças na sociedade e da busca pelo reconhecimento profissional e financeiro. “Quando a gente fala com os pais eles dizem que não falta para os filhos. Os pais precisam ter um tempo para os filhos, para sair. Tem a questão financeira que eles dizem que tem que trabalhar. E a outra questão é a violência. Eles dizem ter medo de sair. Mas com uma criança dá para você fazer alguma atividade, brincar, jogar. Com o adolescente você busca fazer algo que ele goste. Família é à base de tudo”, orientou. JC

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