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Na Paraíba: Quatro mulheres agredidas ou mortas na última semana.

169822287da823a887036313fefa8559Nos seis primeiros meses desse ano, pelo menos 103 casos de violência contra a mulher, entre assassinatos, estupro e agressão física, foram registrados na Paraíba, segundo levantamento do Centro da Mulher 8 de Março. Em 2016, foram 185 ocorrências. Pelo menos outros quatro casos de violência, ocorridos em menos de uma semana, entram para as estatísticas.

O primeiro ocorreu nesta terça-feira (25), em Cabedelo, Região Metropolitana da Capital. Talia Ferreira da Silva, 24 anos, morreu após levar 10 facadas desferidas pelo ex-companheiro da irmã, que também ficou ferida. De acordo com o delegado Hugo Helder Porto Barreto, que investiga o crime, Amanda Cristina Ferreira Martins estava separada há um mês de Sérgio Alcântara, e nesse período, estava morando com a irmã Talia. Na terça-feira (25), elas foram à casa de Sérgio para buscar pertences de Amanda quando foram atacadas. As duas foram socorridas no Hospital de Trauma da Capital, onde Talia morreu. Amanda teve um ferimento na região das mãos, e pediu para ser liberada assim que tomou conhecimento da morte da irmã, conforme informou a assessoria do hospital.

Ainda na terça (25), em Campina Grande, uma promotora de vendas de 26 anos foi espancada e teve os cabelos e as roupas cortadas por três mulheres e um homem. O caso da promotora de vendas ocorreu na frente da casa da própria vítima, no bairro do Catolé. De acordo com a mãe da jovem, três mulheres e um homem bateram na porta da casa perguntando pela vítima, como se a conhecessem. Ela pediu que o grupo aguardasse, pois a filha já estava chegando. A mãe da jovem relatou que assim que a filha abriu o portão da casa o grupo começou a agredi-la a pauladas. A moça foi arrastada pela calçada e teve as roupas e os cabelos cortados com uma tesoura, enquanto o homem filmava a ação com o celular. O espancamento só parou quando um senhor que passava na rua conseguiu desarmar a mulher com a tesoura. A mãe aproveitou o momento para puxar a fi lha para dentro da residência e fechar o portão. Ainda não se sabe a motivação do crime.

Fogo e facas

Em Catolé do Rocha, no último domingo, um homem ateou fogo em uma mulher em um bar, em Catolé do Rocha, Sertão. Samária Silvestre da Conceição, 26 anos, permanece internada no Hospital de Trauma de Campina, em estado grave. “Infelizmente, a violência contra a mulher ainda é muito presente, e se baseia em uma sociedade machista e patriarcal, na qual a mulher ainda é vista por muitos homens como propriedade. A luta dos movimentos contribui muito para a redução, mas ainda são muitos casos”, comentou a coordenadora geral do Centro da Mulher 8 de Março, Irene Marinheiro. Para ela, ainda há leis que precisam ser mudadas e as investigações e punições desses casos precisam ser mais rigorosas.

A responsabilidade, segundo ela, também passa pela sociedade civil. “A sociedade precisa intervir. A Lei Maria da Penha prevê que qualquer parente da vítima, amigo ou vizinho, qualquer pessoa pode denunciar. Basta ligar para o 180 ou uma delegacia da mulher e não precisa nem se identificar”, afirmou. Já no último dia 19, uma menina de 15 anos sofreu 12 facadas do marido em Campina Grande, mas sobreviveu e já recebeu alta médica. O agressor foi preso. Ao Jornal Correio, a adolescente contou que essa foi a terceira agressão que sofreu do marido, que não se conformava com a possibilidade de o relacionamento acabar. Da primeira vez ela havia levado um soco no olho, e na segunda vez foi agredida com um cabo de vassoura.

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