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Paraíba/Violenta: ‘Colocaram o revólver na minha cabeça e a bala não saiu’

frentistaDois homens assaltaram um posto de combustíveis no bairro Castelo Branco, em João Pessoa, ao meio-dia desta segunda-feira (10) e mantiveram os funcionários reféns durante a ação criminosa. Um deles tentou atirar na cabeça de um frentista, mas a arma falhou na hora. Logo depois, a Polícia Militar chegou ao local e inicou uma troca de tiros com os suspeitos, em que um policial foi atingido, mas a bala ficou alojada no colete.

“Quando a equipe chegou ao local, os assaltantes já estavam saindo com uma sacola de dinheiro. Uma troca de tiros intensa começou. O suspeito que foi preso estava com um revólver calibre 22 que foi todo descarregado na troca de tiros. O outro fugiu e, segundo testemunhas, ele estava baleado”, disse o major Cristóvão Lucas, do Batalhão de Polícia Ambiental.

Ainda de acordo com a PM, tinha um carro “dando apoio aos assaltantes”, que fugiu após a troca de tiros. O policial atingido foi o tenente Godói, do mesmo batalhão. “Ele não chegou a sentir o tiro durante a ação. Só quando chegou no batalhão que percebeu que foi atingido. Ele foi ao hospital apenas para constar que estava tudo bem”, afirmou o major.

“O projétil ficou no colete. O ferimento foi superficial, como se fosse uma marca de paintball à queima roupa. […] O ferimento foi nas costas, um pouco à direita da coluna, na altura do pulmão. […] Só fiquei assustado porque o fardamento também foi rompido”, informou o tenente Godói.

O assalto

“Dois homens chegaram aqui no posto com uma garrafa de dois litros pedindo para abastecer. Falei que não podia colocar naquela garrafa, só nas que tem o selo do Inmetro. Foi quando puxaram a arma e anunciaram o assalto”, descreveu um frentista do posto, que fica na Av. Doutor Apolônio da Nóbrega, no Castelo Branco, e sofreu a tentativa de assalto.

“Foram para dentro do escritório do dono, pegaram o que tinha de pegar e empurraram o dono. Meu colega correu na delegacia e chamaram os policiais […] em coisa de um minuto os policiais chegaram”, continua. O posto de combustíveis fica a cerca de 100 metros da Unidade de Polícia Solidária do bairro Castelo Branco.

“Eles colocaram o revólver na minha cabeça e tentaram atirar, mas Deus é fiel e a bala não saiu. Só senti o ‘estalo’”, diz o frentista refém.

O frentista disse que não sabe o valor que os suspeitos tentaram levar, mas acredita que não foi uma quantia alta pois ele já ficam com pouco dinheiro no bolso para frustrar os assaltos que são recorrentes no posto.

Pedido de demissão após sete assaltos

Um outro frentista pediu demissão após o assalto desta segunda-feira (10) no posto de combustíveis. “Essa [vez] foi a pior de todas. O dono se agarrou com um deles, aí foi na hora da confusão que corri na delegacia para chamar a polícia. Foi quando a viatura veio e começou o tiroteio”, diz o frentista que já foi assaltado sete vezes no mesmo posto.

Perguntando se ele vai continuar trabalhando, ele disse: “infelizmente não. Pedi demissão. Diretamente levando arma na cara não dá, até porque uma hora pode acontecer. A gente pensa que não acontece com a gente, mas uma hora pode acontecer”. O frentista também disse que uma criança foi refém dos suspeitos que tentaram realizar o assalto.

G1

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