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Operação pode resultar na maior apreensão de veículos em uma investigação.



Segundo o delegado Nélio Carneiro, de roubos e furto de veículos, haverá ainda muitos desdobramentos, que podem resultar na maior apreensão de veículos numa única investigação. Nélio disse ainda que já tem nomes de outros suspeitos e que outras pessoas serão presas. Após a coletiva de imprensa, os agentes da DRFVC apreenderam outros quatro carros, que estavam em poder de vigilantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que, segundo o delegado, teriam comprado os veículos de boa fé, acreditando serem originais. Outros cinco carros tinham sido localizados, faltando apenas serem apreendidos.

A participação no esquema criminoso de funcionários do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) ainda poderá ser parte da investigação da DRFVC, dependendo do que for revelado pela perícia que será feita nos documentos falsificados. “Mandamos todos os documentos para o Instituto de Polícia Científica, porque queremos saber se os papeis utilizados pelos bandidos são originais ou falsificados. Se forem originais, obrigatoriamente terá participação de alguém do Detran para fornecê-los, porque só o órgão de trânsito possui esse tipo de papel. Se forem falsificados, tudo ficará por conta dos presos mesmo”, explicou Nélio Carneiro.

Professor envolvido. A polícia vai identificar os proprietários e fazer a devolução dos veículos. Quem comprou sabendo da procedência será indiciado por receptação. Documentos, selos, placas e carimbos dos Detrans da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte foram encontrados na casa de Ricardo de Barros, professor de geografia numa escola no Alto do Mateus, da rede estadual de ensino. “Ele era responsável por captar as informações nas redes sociais e OLX e montar a documentação para legalizar os carros roubados. Abordado no local de trabalho, foi uma grande surpresa para quem o conhecia, extremamente discreto na forma de agir e atuar. Uma pessoa acima de qualquer suspeita”, revelou o delegado.

Ricardo disse que revendia, mas, não sabia a origem dos veículos. Com mais de 10 anos de docência, ele alega que a má remuneração o levou ao crime.

“Num país onde a educação não é prioridade, o dinheiro fácil ajuda a pagar as contas e depois você não consegue mais sair dessa situação. A gente sempre tem um jeitinho brasileiro de conseguir pegar um documento, uma tarjeta. Vendia carro em nome de laranja, meu erro foi esse. A pessoa queria receber o dinheiro do seguro, que fizesse algumas modificações e fosse repassado novamente. Eu sabia que isso era ilegal. Todos erram. Jamais me imaginaria envergonhar minha família, que é honrada, íntegra e muito conhecida em Bayeux. Meu pai é PM há 30 anos, meu irmão também, minha mãe é depressiva e depende de mim. Quero poder voltar para o meu filho e espero não ser exonerado, pois, não me resta mais nada. Eu não sou bandido, apenas errei em alguns momentos. Respondo a um processo por receptação e assino no fórum todo mês”, declarou Ricardo.

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