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Decretado sigilo no processo sobre pedofilia de padres da Paraíba.

pedofilia-na-igreja-2Por determinação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o processo que apura denúncias de pedofilia por padres da Igreja Católica da Paraíba está sob sigilo. Foi o que revelou nesta segunda-feira (12), em João Pessoa, o promotor de Justiça José Guilherme Soares, responsável pela investigação.

“Como foi determinado o sigilo, a partir de agora não posso mais falar nada sobre a ação, sob pena de ser responsabilizado administrativamente”, afirmou, sobre seu trabalho à frente das investigações que antes estavam a cargo do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), sob o comando do procurador Eduardo Varandas.

O CNPM ainda deve resolver um conflito de competência entre o MPT-PB e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) para dizer com quem fica o caso, finalmente. Até lá, enquanto se mantém na esfera estadual, a apuração prossegue, mas seus resultados somente poderão ser divulgados após a conclusão desse trabalho.

Sabe-se, no entanto, que pelo menos oito padres são investigados, três deles afastados de suas atividades religiosas recentemente, e por tempo indeterminado, por decisão do administrador apostólico, Dom Genival Saraiva.

Saraiva assumiu o posto com a renúncia de Dom Aldo di Cillo Pagotto do cargo de Arcebispo da Igreja Católica na Paraíba, que exerceu por 14 anos à frente da Arquidiocese Metropolitana, que tem sede na Capital do Estado. Alegou problemas de saúde encerrar a carreira, mas seu nome é citado como um dos investigados.

No início de novembro, o promotor de Justiça havia revelado que começaria a ouvir os envolvidos na denúncia até o final do mês. Ele havia dito também que o MP iria aprofundar a investigação a fim de chegar à verdade dos fatos.

A denúncia inicial apontava exploração sexual de adolescentes, que se caracteriza pela troca de sexo por vantagens financeiras, razão de o processo tramitar então no MPT-PB. Mas, após denúncia ao CNMP contra os procedimentos do procurador, o órgão sugeriu à Procuradoria-Geral da República a transferência do processo para o MPPB, sob o argumento de se trata de prática estritamente criminal o objeto da investigação.

(Valéria Sinésio)

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