Início > Uncategorized > Espera de até um ano para radioterapia pode ser fatal.

Espera de até um ano para radioterapia pode ser fatal.

04814c3ad1682d5aab88ac59adaf3118Os pacientes que precisam de radioterapia na Paraíba têm esbarrado em dois problemas: a demora para conseguir os exames especializados e a quantidade de fichas disponibilizadas pela rede pública. Entre a consulta e o início do tratamento pode levar mais de um ano pelo atraso na realização de uma ressonância magnética, por exemplo, e pela grande demanda para um limite de aplicações de 300 sessões por dia no Hospital Napoleão Laureano, na Capital, que é referência regional.

Na rede pública, só há mais um lugar onde o procedimento é oferecido no Estado, o Hospital da FAP, em Campina Grande. Na particular, a aplicação radiológica chega a custar R$ 1,6 mil, mas apenas um serviço dispõe de um acelerador linear na Paraíba.

A Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) destacou que os principais problemas no setor estão relacionados com a remuneração inadequada da manutenção dos aparelhos e a escassa capacidade instalada, tanto do ponto de vista do número de equipamentos como de sua distribuição geográfica. Além disso, conforme a SBRT, metade das pessoas com indicação para radioterapia acaba por não recebê-la e, as que recebem, frequentemente fazem com atraso e sob tecnologias ultrapassadas.

Luta por exames. É difícil receber um diagnóstico de câncer e mais ainda saber que, para ter o direito ao tratamento, será necessário tirar dinheiro do próprio bolso para pagar os exames que deveriam ser custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com um câncer no reto, o pedreiro Severino Ramos da Silva, 57, conseguiu iniciar o tratamento dentro dos 60 dias previstos por lei. Passou por 10 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia, mas para garantir o início do tratamento precisou desembolsar R$ 950 para um exame e R$ 800 para outro. “Não sei dizer quais foram, mas se fosse esperar pelo SUS, ia demorar demais. A família se juntou e pagou”, constatou.

A agricultora Marinalva Vieira da Silva, 29, que mora em Caiçara, a 143 km de João Pessoa, tem leucemia. Ela também cansou de esperar pelos exames no SUS e pagou por eles com a ajuda de familiares. Com os resultados em mãos, passou pela quimioterapia e aguarda o início da radio para esta semana. A realidade agrava o quadro de quem já está debilitado e coloca em risco a vida dessas pessoas. Outros acabam padecendo pela falta de eficiência do SUS, que deveria garantir acesso integral, universal e gratuito para toda a população.

“As peças e manutenção dos equipamentos são pagos com referência no valor do dólar dia. É impossível manter qualquer instituição nestas condições. O ministro da Saúde reconheceu que estes valores não podiam realmente arcar todas as despesas das instituições. Mas, qual a providência até a presente data? Nenhuma”, afirmou Saulo de Almeida Ataíde, chefe da Radioterapia do Hospital Napoleão Laureano.

Anúncios
Categorias:Uncategorized
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: