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Violência é o ‘calcanhar de Aquiles’ de Ricardo enquanto padrinho político.

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O tiro de um assaltante contra o candidato a vice-prefeito de Campina Grande, Dr. Jairo Sales (PPS), neste domingo (14), foi apenas uma pequena pedra no xadrez complicado em que se tornou o tema segurança para o governador Ricardo Coutinho (PSB), enquanto padrinho político para este ano. Diante da fragilidade dos argumentos do Palácio da Redenção diante do problema, o tema entrou no radar dos adversários no embate com os socialistas. O prefeito da Rainha da Borborema, Romero Rodrigues (PSDB), por exemplo, não demorou para tornar público seus votos de solidariedade ao vice na chapa de Arthur Bolinha (PPS). O tema segurança encabeça também a estratégia do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), e, certamente, será adotado pelos adversários dos socialistas nas 223 cidades do Estado.

O quesito segurança é realmente difícil de ser defendido pelos candidatos do PSB. Se a sensação de insegurança tem crescido, ela é embalada pelas constantes explosões de bancos. Neste ano já ocorreram 67 casos, com alguns colocados na casa do absurdo. O de Caaporã, registrado no dia 3 deste mês, é emblemático. A agência do Banco do Brasil foi destruída há alguns anos. Depois de muito tempo, a reforma foi concluía e a instituição financeira entregue à população. Resultado: uma nova explosão a deixou em ruínas novamente e a população prejudicada. O governador tem resumido sua postura frente ao faroeste caboclo à promessa de enviar um projeto para a Assembleia Legislativa com o objetivo de responsabilizar os bancos. Não custa lembrar que a população fica refém a cada ação dos bandidos.

Adversários

Diante disso, tanto Cartaxo quanto Romero vão usar a temática para um contraponto aos problemas que enfrentam em seus municípios nas áreas de saúde, educação, mobilidade e geração de empregos, temas criticados pelos candidatos apoiados por Coutinho em João Pessoa, Cida Ramos, e Campina Grande, Adriano Galdino, ambos do PSB. Aliados do pessedista e do tucano têm usado as redes sociais para difundir vídeos e áudios da campanha de 2010, quando Ricardo disputou o governo do Estado tendo o hoje senador José Maranhão (PMDB) como adversário. Naquela época, prometeu reduzir os índices de violência em seis meses, relacionando entre as ações, o combate aos assaltos a banco.

O projeto socialista para este ano é ambicioso. Pretende dobrar o número de prefeitos da sigla no Estado nas eleições. Com várias filiações de prefeitos conquistadas ao longo dos últimos três anos, a sigla tem pelo menos 60 filiados comandando prefeituras. Os candidatos lançados terão o bônus de chegar às eleições com o governador/padrinho fortalecido com a entrega de obras, mas também terão o ônus de defender o indefensável em relação ao setor da segurança. Um levantamento feito pela ONG mexicana Conselho Cidadão, divulgado no ano passado, coloca João Pessoa entre as 16 cidades mais violentas do mundo. Já o “Mortes Matadas por Armas de Fogo”, divulgado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), coloca a capital entre as três mais violentas do país.

Dá pra defender?

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