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Tal pai, tal filho: herdeiros retêm poder de lideranças políticas.

rcTem um ditado popular que diz “filho de peixe, peixinho é”. Na arte da política, a natureza também é irresistível ao forçar a este chamamento. Lideranças que alcançam voos mais altos nas esferas de poder acabam tentando emplacar seus filhos em mandatos por que passaram em suas bases políticas. Alguns até demonstram vocação e fazem jus à herança política, voando com as próprias asas, ou, para ser fiel ao provérbio, aprendem a nadar contra novas correntezas.

Na Paraíba, a família Cunha Lima é o mais emblemático ‘cardume’ da política. O falecido senador e governador Ronaldo Cunha Lima herdou do pai o domínio político no estado, que passou aos filhos Cássio e Ronaldo Cunha Lima, respectivamente senador e vice-prefeito de Campina Grande. O primeiro tentou investir no primogênito Diogo como sucessor, que se esquivou o tempo suficiente para que o caçula, Pedro Cunha Lima, crescesse assumisse a carreira do pai. Pedro foi o deputado federal mais bem votado em 2014 pela Paraíba.

Na bancada federal da Paraíba, aliás, não faltam exemplos de filhos que herdaram a vocação para a política dos pais. Veneziano é filho do ex-deputado Vital do Rêgo, Hugo Motta do deputado e candidato a prefeito de Patos, Nabor Wanderley; além de outros dois que carregam inclusive o nome do pai, Efraim Filho, que seguiu a carreira do pai (ex-deputado Efraim Moraes) e Wilson Filho, candidato vice-prefeito de João Pessoa, com as bênçãos do seu mentor e pai, o ex-senador Wilson Santiago.

Na linha do “tal pai, tal filho” na Paraíba, neste Dia dos Pais, o vereador João dos Santos é o que mais tem a se orgulhar. O parlamentar, que nunca saiu da Câmara Municipal de JP, conseguiu levar o filho, Emano Santos, para a Assembleia Legislativa em sua primeira eleição.

Tendência é de novos cardumes

O número de herdeiros nos parlamentos estadual e municipais em todo país é incontável, ainda mais se considerando que deve aumentar ainda mais nas eleições deste ano. Seguindo a lógica de tentar manter seus redutos eleitorais, muitos políticos devem tentar emplacar o filho na disputa. É o caso do líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Hervázio Bezerra. Ex-vereador da capital, Bezerra está empenhado para tentar eleger o filho Leo Bezerra, na concorrida coligação do PSB. Leo se candidatou na eleição de 2012, mas ficou na suplência.

Outro que se articula para deixar um substituto na Câmara Municipal é o vereador Fernando Milanez. Aliado do prefeito Luciano Cartaxo, conseguiu nomear o filho para a Coordenação do Patrimônio Cultural da cidade e o gabaritou para disputar a uma das 27 vagas na Casa de Napoleão.

Na disputa majoritária, também terá filho querendo orgulhar o pai. É o caso do deputado Dinaldinho, que vai entrar em confronto com Nabor Wanderley pelo comando de Patos. O prefeito André Gadelha, que hoje caminha com as próprias pernas para disputar a reeleição, tendo herdado o nome e força política do avô homônimo, o ex-governador André Gadelha. JP

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