Início > Uncategorized > Nem PM escapa de assaltos em Campina.

Nem PM escapa de assaltos em Campina.

PM-Paraíba

Ontem pela manhã, três pessoas foram vítimas de assaltos na saída da Caixa Econômica Federal. De acordo com a Polícia Militar, viaturas foram deslocadas e fizeram várias rondas, mas não foi possível encontrar suspeitos com as características informadas pelas vítimas. Medo é um sentimento que acompanha os clientes dos bancos localizados nas ruas Giló Guedes e João Florentino de Carvalho, que formam a Avenida Canal, em Campina Grande. De acordo com as pessoas que frequentam o local, existe uma onda de assaltos com saidinhas e entradinhas de banco.

A PM não informou os nomes das pessoas assaltadas, nem a quantia levada. O delegado de roubos e furtos, Cristiano Santana, informou que aguarda a entrega do inquérito para iniciar as investigações. A reportagem do Correio da Paraíba tentou contato com o major Gilberto Felipe, Comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, para saber sobre rondas e aumento do efetivo no local, mas até o fechamento desta matéria ele não atendeu às ligações e a assessoria de comunicação informou que ele estava em reunião no Ministério Público da Paraíba. Além da caixa, a Avenida Canal conta também com agências do Bradesco e do Santander. Os clientes dizem que tomam providências particulares para não sofrer com a insegurança, já que a avenida é conhecida pelos roubos em qualquer horário do dia.

A atendente de restaurante, Valéria Pontes, de 30 anos, estava acompanhada das fi lhas e disse que esta é uma das estratégias que usa para não chamar a atenção. “Eu não tenho dinheiro, mas quando venho ao banco sempre venho com elas e sem bolsa para que nenhum ladrão olhe para mim. Venho com coração na mão porque esta área não tem policiamento e fi co próximo a feira central, local onde eles se escondem após os assaltos”. Ela falou ainda que prefere andar mais para não precisar ficar parada nos pontos de ônibus do lugar. Um comerciante, de 34 anos, que não quis ter o nome divulgado, afirmou que para usar os caixas eletrônicos, ele costuma ser rápido para não dar tempo de ladrões o acompanharem. “É sempre jogo rápido. Cinco minutos entre chegar e sair”. Como trabalha com grandes quantias de dinheiro, está sempre acompanhado para ajudar na segurança.

Ele presenciou um assalto que acabou em tiroteio no banco Bradesco, em maio do ano passado, e disse que ficou mais atento após o acontecido. “Eu passei a prestar mais atenção no que acontece a minha volta”. Para a atendente de telemarketing, Weruska Rodrigues, 24 anos, o perigo deixou de ser mais presente a noite e começou a assolar o lugar em qualquer horário. “Era mais a noite, quando tudo aqui fica muito esquisito, mas eles devem ter percebido que não tem policiamento durante todo o dia. Eu tento vir mais a tarde, quando tem mais gente, é mais demorado, mas é a única saída”. O seu marido, o operador de máquinas, Junior Nascimento, 26 anos, salientou que é preciso olhar para os lados sempre. “A gente costuma ver quem está por perto e nunca vir sozinho. É o medo da população como um todo que anda gigante”.

Anúncios
Categorias:Uncategorized
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: