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A bandidagem vai à escola.

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Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Luiz Ribeiro Limeira, em Tibiri II, Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa, foi alvo de arrastão na noite da última segunda-feira. Bandidos levaram os celulares de alunos e professores que estavam em sala de aula. E este não foi um caso isolado. Dois dias antes, ela também foi arrombada e vários tablets, máquinas fotográficas e equipamentos da sala de robótica foram levadas pelos invasores. São poucos os alunos que não foram assaltados a caminho ou voltando da escola e os professores denunciam a falta de segurança dentro, e nos arredores do colégio. O secretário da escola, Elias da Silva, informou que dois homens invadiram a escola e já foram direto para as salas. “Alguns alunos perceberam o assalto e jogaram seus celulares pela janela. Só um entrou armado, e o outro fi cou do lado de fora esperando na moto”, disse.

O número de vigias é reduzido, por isso há dias em que a escola fica sem vigilância para nenhum fazer hora extra. No dia do arrombamento, foi justamente o dia em que não havia um vigilante no local. O professor de história, José Mark Guerra, admitiu que pediu para não trabalhar a noite porque já sabia da insegurança do lugar. “Eu ensino aqui há três anos e quase não vi a polícia fazendo ronda pelas proximidades. A escola cansou de enviar ofícios para haver policiamento. A área é muito insegura e uma vez ou outra um aluno reclama que foi assaltado. A gente não pode fazer nada. É dever do Estado e do município”, declarou. Os alunos da tarde saem 40 minutos antes como medida preventiva. Durante a noite acontece o mesmo. A professora de Artes, Elzenira Alves, afirmou que nunca foi assaltada, mas o medo prevalece. “Aqui não tem segurança como em toda escola pública do Estado. Mas algo precisa ser feito senão os alunos e professores continuarão sendo alvo da violência”, disse. Medo no caminho.

O aluno Thiago Soares, 15, declarou que já foi assaltado três vezes quando estava indo para a escola e outras duas vezes voltando pra casa. “São homens em motos ou bicicletas. Eles te param e ameaçaram. Uma vez chegaram a bater em mim. É muito ruim se sentir inseguro. A gente não vai para a escola tranquilo”, disse. Roberval da Silva, 13, disse que já mudou o trajeto até a escola diversas vezes para evitar ser assaltado. “Quando acabam as aulas, já está escuro e a rua fi ca muito esquisita. Mas eu não me sinto inseguro só lá fora, mas aqui dentro também. Não tem muro e sim, essas grades que são baixas”, declarou. Isadora Oliveira, 13, disse que os pais vão buscá-la e que a sensação que fica é que acontecer a qualquer momento. “Uma vez eu e minha mãe fomos abordadas por um homem numa noto, outra vez outro homem fi cou falando palavras feias. Não é só com meninas, meninos da escola também podem sofrer violência. Qualquer um aqui”, lamentou.

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