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em Campina Grande: Hospitais usarão carros-pipa.

c Sem água para guardar. Serviços de saúde temem que novo modelo de abastecimento inviabilize atendimentos de pacientes em CG… Os hospitais de Campina Grande serão abastecidos com carros-pipas nos dias que forem atingidos com o novo modelo de racionamento imposto pela Cagepa. Aalternativa foi anunciada ontem, durante uma reunião no Ministério Público. Em Campina Grande, quatro unidades hospitalares que realizam hemodiálise em mais de 400 pacientes estão ameaçadas. Os diretores informaram que havia risco do atendimento ser suspenso caso ficassem sem água, o que poderia causar a morte de pacientes. No Hospital Antônio Targino, por exemplo, se gasta aproximadamente 22 mi l litros de água por dia só no setor. A diretoria do hospital teme que a realização do procedimento fi que comprometida com um provável colapso hídrico, prejudicando também os transplantes renais realizados no local.

“De que adianta ter reservatório se a matéria-prima da diálise, que é a água, não for garantida pelo governo? Se o governo não encontrar uma solução, os pacientes vão começar a morrer nos hospitais, isso é muito preocupante. A Cagepa já sugeriu até trazer água do município de Areia, mas quem vai pagar essa conta?”, disse o diretor do Hospital Antônio Targino, José Targino. O hospital possui atualmente 150 pacientes que dependem de hemodiálise. São 30 máquinas que trabalham nos três turnos e consomem, cada uma, 120 litros por sessão. A hemodiálise é um processo mecânico que consiste em fi ltrar e depurar o sangue, retirando dele as substâncias que trazem prejuízo ao organismo. . “A água é a grande responsável pela limpeza do sangue nesse processo, então ela também precisa estar livre de qualquer toxina, a qualidade é primordial, precisa ser pura”, disse o médico nefrologista Erivan Viana. Ele acrescentou ainda que para chegar às máquinas de hemodiálise, a água passa por um processo de tratamento no hospital (osmose reversa), para fi car pura. O novo cronograma de distribuição de água, o quarto desde dezembro de 2014, teve início ontem, quando a água do reservatório Epitácio Pessoa, o Boqueirão, começou a ser racionada. O novo racionamento atende a cidade por zonas, deixando usuários da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) sem água nas torneiras por até quatro dias. “Fizemos o rastreamento para ajustes que deverão ser feitos esta semana. A água começa a ser distribuída às 5h, mas isso não quer dizer que vai chegar em todas as residências nesse horário”, explicou o gerente regional da Cagepa, Ronaldo Meneses.

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