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Dom Aldo admite ter acolhido padres pedófilos na Igreja.

dom_aldo1O agora arcebispo emérito da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, negou que tenha sido omisso com os crimes de pedofilia ocorridos na Igreja Católica. Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, publicada na quarta-feira (5), Dom Aldo revelou que pelo menos seis padres foram denunciados ao Vaticano pelo crime de abuso sexual a crianças e adolescentes. “Em três deles os padres foram apontados como culpados e afastados, dois ainda estão sendo julgados e um foi inocentado”, completou.

Dom Aldo também admitiu ter acolhido na igreja padres acusados de pedofilia, mas disse que só soube das práticas posteriormente. “Eram padres em crise procurando um lugar para recomeçar a vida. E eu dei essa oportunidade a pessoas que mais tarde se revelaram suspeitas de pedofilia. Fiz o que tinha que fazer: denunciei ao Ministério Público e ao Vaticano. Eu não me omiti. Confesso o meu excesso de misericórdia porque dei uma chance a pessoas que eu não conhecia bem”, disse.

O arcebispo emérito da Paraíba também falou sobre as denúncias apresentadas pelo Ministério Público do Ceará, em 2002, por supostamente acobertar um frei que cometeu abusos sexuais e intervir para mudar o depoimento das vítimas. Segundo o arcebispo, o caso foi extinto na Justiça porque não houve nenhuma proteção ao frei nem intervenção junto às meninas. “O que fiz, imediatamente, foi celebrar uma missa em campo aberto e chamar todas as mães e meninas para oferecer meus préstimos. Na missa, disse que tanto as meninas quanto o frei precisavam de ajuda. Em nenhum momento agi para silenciar ninguém”, negando também que houve conversas privadas com a mãe das supostas vítimas.

O caso de dom Aldo foi comparado pela Folha, em reportagem na quarta-feira (6) sobre a renúncia de arcebispo, ao enredo do filme “Spotlight – Segredos Revelados”, vencedor do Oscar de melhor filme, e que relatou em uma extensa lista escândalos de abuso sexual envolvendo um monsenhor e seis padres brasileiros. Os casos em “Spotlight” citam religiosos de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas e resultaram em pedidos de perdão, prisões e condenações na Justiça. jp

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