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Aliança na UTI: Ricardo e Maranhão trocam “gentilezas” pela imprensa.

ricardo-visita-tecnica-trevo-mangabeira_foto-jose-marques-1A relação entre o PSB e o PMDB, na Paraíba, sempre foi de desconfiança, relações ocasionais e exclusivamente por interesses transitórios. Mas agora a coisa começa a ganhar a velha feição de guerra pelo poder. Se na segunda-feira (16) o senador José Maranhão (PMDB) usou de ironia para dizer que o socialista teria que procurá-lo se quisesse construir pontes rumo ao presidente interino Michel Temer (PMDB), nesta terça-feira foi a vez do governador desdenhar da necessidade de recorrer ao peemedebista para destravar projetos em Brasília.

Fica mais fácil se entender como se chegou até aqui quando se analisa a sucessão de acontecimentos. PMDB e PSB se confrontaram nas urnas em 2014, quando o hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho (PMDB), ficou em terceiro lugar, atrás de Cássio Cunha Lima (PSDB) e de Ricardo, que disputava a reeleição. Os peemedebistas aderiram à candidatura do governador. Resultado, Coutinho foi reeleito e o PMDB se colocava como o principal responsável por isso. “Quem tivesse o apoio do partido ganharia”, não cansa de lembrar José Maranhão.

A discordância surgiu na montagem do novo governo, com o peemedebistas ocupando pastas periféricas. Depois foi elevada com o lançamento, pelo PMDB, de Manoel Júnior como pré-candidato a prefeito de João Pessoa, para fazer frente à postulação socialista. Houve pressão do governador e, como rebordosa, o lançamento de Adriano Galdino (PSB) para enfrentar o peemedebista Veneziano Vital do Rêgo em Campina Grande. Além disso, por influência de Ricardo, o PSB tirou Gervásio Filho do partido aliado e intermediou a saída de Trocolli Júnior para o Pros.

José Maranhão reclamou, mas faltava ao PMDB perspectiva de poder. O senador ficou ao lado do correligionário Michel Temer, então vice-presidente, e votou pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), enquanto Ricardo encabeçava a resistência no Estado ao que tratou como golpe legislativo. No final das contas, Temer ascendeu ao cargo de presidente interino, com o afastamento de Dilma, e Ricardo Coutinho, com vários empréstimos e programas precisando do aval da Presidência, perdeu a interlocução com o Planalto.

Nesta segunda-feira, Maranhão ironizou Ricardo dizendo que ele vai precisar procurá-lo para ter interlocução com Michel Temer. O socialista rebateu: “Vejo alguns parlamentares numa felicidade terrível, dizendo que o governo da Paraíba tem que ir ao senador. Quer dizer que para liberar o empréstimo eu preciso ir ao senador? É essa a concepção que estão tendo?”, questionou, para mais adiante dizer que o dinheiro público não tem dono “Não acho que a política precise de agenciadores”.

O senador Maranhão, em outra oportunidade, mandou recado para o governador de que não terá problemas em devolver todos os cargos indicados pelo PMDB no governo. Para completar, o PMDB vem se aproximando do PSDB do senador Cássio Cunha Lima, desafeto de Ricardo Coutinho. Ou seja, a aliança está ferida de morte. Resta agora saber quem vai romper primeiro. http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/suetoni

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