Tempero extra
Em pleno período das convenções partidárias, com as candidaturas já definidas, a pesquisa Ipespe/JORNAL DA PARAÍBA, publicada nesta edição, se constitui num componente adicional para aferir a pulsação de momento do eleitorado campinense com relação ao pleito já em curso.
Constante
O retrato atual que emana dos números reflete o que empiricamente se observa nas ruas, com um aspecto adicional: uma tendência verificada desde que a sucessão na PMCG começou a ser gradativamente debatida, há alguns meses.
Ribeiro X Lima
Ou seja: a liderança de Daniella Ribeiro (PP), tendo bem próximo Romero Rodrigues (PSDB) – 24% a 22% -, reeditando – grosso modo – uma polarização entre dois grupos que mediram forças em renovadas oportunidades na política local.
Oscilações
É bem verdade que esses dois grupos juntaram forças na década passada. Mas adotaram opções distintas na disputa para o governo estadual em 2010. Mesmo assim, foi preservada parcialmente a convergência na disputa para o Senado, com o apoio à eleição de Cássio.
Distante
A pesquisa posiciona no segundo pelotão (14% das intenções de voto) a prefeitável ungida por Veneziano, sua ex-secretária de Saúde, que apesar de todo o desmedido esforço pessoal do prefeito e de inegável mobilização da máquina administrativa municipal, ainda não conseguiu fazer – pelo menos – sombra aos seus principais adversários.
Faixa própria
Como demonstração de que se desenha uma campanha atípica, não é desprezível a pontuação (6%) do deputado Guilherme Almeida (PSC), cuja recente aliança com o PCdoB – trazendo em seu bojo a histórica união das famílias Almeida, Figueiredo e Araújo – sugere novo impulso à campanha ao longo das próximas semanas.
Reprodução
A mesma ordem de intenções de voto se reproduz na pesquisa espontânea, com percentuais evidentemente inferiores.
Projeções
Nas simulações realizadas para um provável segundo turno, Daniella e Romero têm a dianteira em todos os cenários. E no confronto entre eles se processa um empate técnico – 32% a 31%, respectivamente.
Palpite
Essa liderança da deputada do PP igualmente se reproduziu quando os entrevistados foram instados a dizer quem seria o favorito para a eleição de outubro. Nesse caso, ela coloca uma folgada vantagem sobre Romero – 34% e 21%.
Bem atrás, Tatiana com 8% e Guilherme com 3%.
Elevada
O item rejeição é preocupante para a prefeitável peemedebista: 27% dos entrevistados disseram que não votariam “de jeito nenhum” em Tatiana.
Noutras palavras: praticamente, para cada eleitor que declara o voto para a concorrente, dois descartam por completo essa possibilidade.
Decrescente
Guilherme Almeida também apresentou uma rejeição expressiva: 25%.
Daniella e Romero estão próximos nesse item: 16% e 18%, respectivamente.
Desconhecido
Chama atenção a rejeição de Artur Almeida, que se mantém pré-candidato pelo PTB: 35%. Esse percentual tem vínculo direto com o desconhecimento de seu nome: metade dos entrevistados afirma que “nunca” ouviu falar no petebista.
Sizenando Leal (PSOL) ficou com 31% de rejeição.
Pepebista
Esse cenário sugere posturas bem distintas entre os postulantes. Daniella certamente buscará desfrutar da expectativa de vitória e continuar atraindo novos apoios entre os grupos políticos predominantes, consolidando uma ‘terceira via’ na política local.
‘Tucano’
Romero tem como prioridade imediata obter as condições materiais e operacionais para fazer uma campanha à altura de seus concorrentes.
Vice
A pesquisa potencializa o cuidado que ele deve ter ao escolher o seu companheiro de chapa, algo que poderá ser decisivo.
O deputado também apostará as suas fichas numa presença mais intensiva de Cássio na campanha.
Avalista
No caso de Tatiana, ela começa a enfrentar a redução da visibilidade que lhe era proporcionada por ocupar um cargo no secretariado municipal.
O fato de a pré-candidata não ter crescido o desejado – e necessário – na pesquisa impõe ao seu principal avalista, o prefeito Veneziano, uma tarefa redobrada quando se intensificar o contato com a população.
Desafio
Na prática, o ‘V’ terá que desqualificar um conceito por ele emitido há alguns dias, e reproduzido em APARTE: “Transferência de votos não se faz como alguns pensam”.
Nada definido
O resumo dessa pesquisa inaugural, em 2012, do Ipespe/JP sinaliza claramente que a eleição não será marcada pela polarização entre duas forças consideradas hegemônicas na cidade.
Também indica que ela está aberta e a cobrar envolvimento efetivo dos ‘padrinhos’ dos prefeitáveis.
Tudo nos leva a crer que será uma campanha bem movimentada, emocionante até os momentos derradeiros.
O suplementar segundo turno poderá colocar, no mesmo palanque, correntes políticas que marcaram os últimos anos pela confrontação ríspida e tida como inconciliável.
A Paraíba novamente na tela
do ‘Fantástico’…