O prefeito Luciano Agra está num daqueles momentos cruciais de sua vida. As opções são muitas e qualquer passo em falso poderá levá-lo ao erro. Por isso, adotou o silêncio, porto seguro dos indecisos.
O labirinto no qual se meteu tem saídas antagônicas.
Ele pode muito bem refazer o caminho de volta aos braços de Ricardo Coutinho, atendendo à posição majoritária do PSB e assegurando compensações para os seus e para si. Há quem pense assim perto dele.
Como pode muito bem chutar de vez o pau da barraca e se agarrar com adversários políticos do governador. Há também quem defenda isso perto dele. Cientes disso, sabe-se que todos os candidatos telefonaram pra Agra, abrindo as portas de seus palanques e chapas. Entre eles, o ex-governador Maranhão e o Cícero Lucena.
Ou, numa terceira hipótese, seguir o caminho que se esperava de apoiar Nonato Bandeira, outro ex-ricardista que ficou de fora do projeto Estelizabel Bezerra.
É natural o assédio. Agra se tornou um cabo eleitoral com extremo potencial. Ele tem a chave da prefeitura e o discurso do humilhado.
Cada caminho a ser tomado, no entanto, tem seu efeito negativo e positivo, medidos sob a ótica racional e emocional.
Dobrar-se ao resultado do PSB, cuja escolha no voto tirou de Estela a pecha de candidata da imposição, significaria, na prática, uma redenção de todos os pecados. Os próprios e os alheios.
O grupo partiria unido pra manter um projeto de poder que estava previsto para durar anos. Claro que a palavra “desmoralização” seria a primeira a vir na cabeça daqueles que esperam uma medida mais enérgica do prefeito. Mas Agra poderia fazer isso com compensações pra voltar, ao menos do ponto de vista prático, com moral.
Fecharia acordo pra eleições futuras, mantendo espaço no cenário político e a garantia de Ricardo em ajudar elegê-lo para um mandato proporcional. Garantiria espaços no governo para seu “coletivo” e, quem sabe, a vaga de vice de Estelizabel Bezerra para indicação pessoal.
Pra isso, o governador Ricardo teria que fazer ou autorizar alguém a fazer gestões políticas neste sentido.
Claro que, além dessa opção, o jornalista Nonato Bandeira, um dos mais relutantes a qualquer tipo de entendimento, espera um gesto do prefeito e o apoio ao seu projeto.
Mas a demora de Agra em fazer algo que parecia efeito contínuo, ato automático, impõe dúvidas e suspeitas.
Estaria ele pensando em apoiar outro candidato, a exemplo de Luciano Cartaxo, e indicar Nonato de vice? Certamente esse pensamento passou pela sua cabeça nas últimas horas.
O fato é que Agra já fez e desfez muita coisa este ano. Agora é a hora certa de acertar de vez.
Luís Tôrres
ANTONIO DE PADUA
13/06/2012 at 6:05 am
PREFEITO AGRA BURRICE TE LIMITE TA NA HORA DO PSB MOSTRAR QUE É UM PARTIDO UNIDO E TENHO CERTEZA QUE SE O SENHOR SÓ ERROU NESSE PROCESSO PORQUE FOI MUITO MAL ASSESSORADO.