MP apura denúncias de omissão em hospitais de Campina

João Paulo Medeiros

Falta de atendimento médico, suspeitas de omissão, negligência e até mesmo erro médico. Os problemas são alguns dos que estão sendo apurados pelo Ministério Público de Campina Grande na área da saúde e que teriam sido registrados em hospitais públicos e privados do município. Atualmente, pelo menos 29 denúncias estão em andamento na Promotoria da Saúde do município, investigando a conduta de profissionais e os possíveis problemas ocorridos durante o atendimento
aos pacientes.

Ontem, o MP recebeu mais duas denúncias. A família da defensora pública e empresária Nair Medeiros Pinto, 57 anos, afirma que ela passou por dois hospitais particulares da cidade e mesmo tendo plano de saúde não recebeu atendimento adequado. O pesadelo dos familiares teve início na última segunda-feira, quando Nair Medeiros sofreu uma crise provocada por cálculos renais. Ela foi levada para uma clínica particular, mas, segundo os familiares, não havia médico urologista para realizar o atendimento.

“De lá nós levamos para outro hospital e horas depois dela ser internada acabou morrendo. A causa da morte teria sido infecção e certamente a demora no tratamento do problema pode ter contribuído com a morte. O fato é que ter plano de saúde ou ser levado para hospitais particulares hoje em Campina Grande não significa receber atendimento adequado”, disse um dos filhos da defensora pública, Gustavo Wagner.

Também ontem, Maria Eduarda Costa, 18 anos, passou por um momento traumático no Instituto Elpídio de Almeida (Isea): o filho morreu durante o parto e o feto ficou mais de seis horas para ser retirado da barriga. Já a dona de casa Maria do Socorro do Nascimento, 37 anos, residente no distrito de São José da Mata, teria falecido na mesma maternidade sem receber atendimento adequado, conforme informações dos familiares repassadas ao MP. Somente no fim da tarde de ontem o feto foi retirado.

“Nós encaminhamos todos esses casos ao Conselho Regional de Medicina e determinamos a abertura de inquérito policial. A questão é que temos uma crise ética na categoria médica e é preciso ter a consciência de que, seja público ou privado, o serviço de saúde tem de ser bem feito”, discorreu o promotor Herbert Targino.

A secretária de saúde de Campina Grande, Tatiana Medeiros, lamentou os dois óbitos ocorridos no Isea. No entanto, ela assegurou que nos dois casos as pacientes receberam o atendimento adequado e não houve negligência.

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