RSS

Arquivos diários:05/02/2012

Agra cita 70% de aprovação e promete melhorar a gestão da capital…

O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), fez um dos mais esperados discursos ontem no evento realizado pelo PSB em prol da pré-candidatura de Estelizabel Bezerra, sua substituta na corrida eleitoral e declarou que se empenhará em fazer uma gestão melhor para ajudar a continuidade do projeto de seu partido:

- Minha responsabilidade não se encerra com a desistência. Ela aumentou porque agora eu tenho que fazer, mais do que nunca, uma excelente gestão. Eu gostaria de dizer que a gestão de João Pessoa ultrapassa uma aceitação de 74%. Não sou um homem partido, mas um homem de partido. Faço um apelo pela unidade do PSB. Faço política com P maiúsculo.

Agra desistiu de concorrer à reeleição e disse que sua decisão se deu porque o projeto do PSB é político e não pessoal.

O ato pró-Estelizabel Bezerra começou no final da manhã de ontem no auditório do Hotel Tambaú e reuniu lideranças como o presidente Nacional do PSB, Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o Presidente Estadual do PSB, Edvaldo Rosas; o Presidente de Honra do PSB paraibano, Governador Ricardo Coutinho, o presidente do diretório Municipal do PSB, Ronaldo Barbosa; deputados federais Luiz Couto (PT) e Luiza Erundina (PSB), deputada pelo Estado de São Paulo; deputados estaduais Edmilson Soares (PSB) e Domiciano Cabral (DEM); do presidente do PV, Sargento Denis; presidente do PCdoB, Cristiano Zenaide; da presidente municipal do PSD, Raíssa Lacerda; presidente do PPL, Jaime Carneiro; do PRP, Flávio Menezes; do PRB, Eudes Henriques; do PCB, Gervásio; do PTN, Anderson Fontes e José Neto; além dos vereadores Benilton Lucena (PT), Pedro Coutinho (PTB), João dos Santos (PSDC) dos vereadores socialistas, Bira e Zezinho do Botafogo e da vereadora Sandra Marrocos (PSB).

 
1 Comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

leia mais

Agra cita 70% de aprovação e promete melhorar a gestão da capital
Prefeito da capital discursa em ato pró-Estelizabel, afirma que não é homem partido, mas de partido e cita que sua gestão tem 70% de aprovação: “Minha responsabilidade aumentou com a desistência”

Panorama Político
Dilma visitará a Paraíba ainda esta semana
Colunista de “O Globo” escreve em sua coluna diária que a presidente visitará os Estados da Paraíba e Pernambuco para acompanhar as obras da Transnordestina e da transposição do rio São Francisco

Projeto de Lei
Romero quer que estudantes carentes tenham bolsas de estágio financiadas
Objetivo é acentuar caráter inclusivo do estágio não obrigatório, propondo que a União mantenha programa de financiamento de bolsas de estágio para estes estudantes

Serra Branca
PSD lança Seleste Amorim como pré-candidata a prefeita
PSD de Serra Branca lançou oficialmente o nome da ex-prefeita, Seleste Amorim, como a pré-candidata a prefeita do partido

Caravana
Paraibanos vão a Brasília prestigiar a posse de Aguinaldo Ribeiro
Daniella Ribeiro, Enivaldo Ribeiro e aproximadamente 17 deputados estaduais estarão em Brasília nesta segunda-feira para a posse do deputado federal Aguinaldo Ribeiro no Ministério das Cidades

Folha
Agnaldo Ribeiro omite ser sócio em empresas
Jornal afirma que paraibano omitiu da justiça eleitoral que era dono de quatro empresas, sendo uma ligada à construção civil e a outra, a incorporação de imóveis

Seminário
Pré-candidatos de Cabedelo se reúnem em seminário eleitoral
Seminário reuniu 160 pré-candidatos a vereador de Cabedelo, integrantes da coligação que apoia as pré-candidaturas de Luceninha e Leto, à prefeitura da cidade

Postulando
Veneziano diz que ele e o irmão Vital são opções para 2014
Veneziano sinalizou que há a possibilidade do senador Vital do Rêgo Filho ser o candidato a governador do Estado, na eleição de 2014, mas não descartou a hipótese de também ser o postulante à vaga do Palácio da Redenção

Custo-benefício
Município de Coxixola elege vereador com apenas 151 votos
Vereador mais votado do município diz ter gastado menos de R$ 1 mil na eleição passada. Na capital, vice-campeão da Câmara declarou ter empregado R$ 60 mil no pleito

Eleições 2012
PSH reúne dirigentes e pré-candidatos em Guarabira
PPartido reúne dirigentes municipais e pré-candidatos dos municípios de Alagoa Grande, Alagoinha, Araçagi, Areia, Esperança, Guarabira, Sertãozinho e Solânea

Permanência da CNJ
Decisão do STF “salva” aproximadamente 150 processos
Casos de suspeitas de corrupção e venda de sentença foram salvos após decisão do Supremo de manter o poder do Conselho Nacional de Justiça

Se vira nos 30
Gasto extra com folha de servidores deverá ser mais que o dobro do previsto
Governo subestimou previsão de gastos com o funcionalismo público para este ano para manter a promessa de deixar as torneiras fechadas para os servidores

Caótico
Dilma trava programa de laptops de Lula
Parte dos 150 mil laptops comprados pelo governo por R$ 82, 5 milhões está subaproveitada. Há também registro de alto índice de laptops quebrados e avariados

Troca de bandeira
Cavalaria da Presidência executa “Ai, se eu te pego”
Ao cumprir o ritual semanal da troca da guarda, cerca de 30 homens do Regimento de Cavalaria de Guardas da Presidência da República executaram no ritmo da marcha sob o sol

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Aprovados no concurso do Magistério da Paraíba apresentam títulos…

Neste final de semana, os candidatos convocados pela Comissão do Concurso Público do Magistério da Paraíba estão em outra etapa do concurso: a apresentação de títulos. O processo teve início nesse sábado (4) e acontece também neste domingo (5). A apresentação deve ser feita nas escolas onde os candidatos se inscreveram, das 9h às 17h.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (SEE), essa fase não é eliminatória, mas os candidatos que apresentarem títulos levarão vantagens sobre os demais. Conforme a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto (SP), responsável pelo concurso, cada candidato pode ganhar até 5,25 pontos, que podem ser somados de acordo com os critérios de pontuação contidos no edital.

No sábado, um grande número de candidatos esteve no Liceu Paraibano, em João Pessoa, para a entrega dos documentos. Além da Capital paraibana, as provas do Concurso Público do Magistério da Paraíba foram realizadas nas cidades de Campina Grande, Patos, Cajazeiras e Sousa, no dia 8 de janeiro passado.

Pelo concurso, que terá validade de seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, o Governo do Estado está oferecendo 1.040 vagas para o cargo de professor de Educação Básica 3. As oportunidades estão distribuídas por escolas da rede pública estadual de ensino, em 178 municípios. Foram inscritos 11.373 candidatos.

Pontuação– A pontuação máxima que pode ser obtida na prova de títulos é igual a 5,25 (cinco inteiros e vinte e cinco décimos). Os pontos obtidos nessa etapa, para efeito de classificação final, serão somados aos pontos obtidos nas provas objetivas. Sem prejuízo das sanções penais e civis cabíveis, o candidato poderá ser excluído do concurso, se verificada falsidade de declaração ou ilegalidade na obtenção dos títulos apresentados.

Resultado – A lista com o resultado preliminar das provas objetivas, composta de 10.694 candidatos, foi divulgada no último dia 24 de janeiro, no Diário Oficial do Estado, contendo cargo, disciplina e município para o qual se inscreveu o candidato, além da pontuação alcançada.

O cargo está sendo disputado por profissionais com habilitação (licenciatura plena) para as disciplinas língua portuguesa (282 vagas), língua inglesa (96), artes (27), história (52), geografia (52), biologia (57), química (43), física (59), matemática (303) e educação física (69 vagas). Os salários iniciais serão de R$ 1.111,40, e o regime jurídico para os candidatos classificados será o estatutário, de acordo com as normas estabelecidas no Estatuto do Servidor Público do Estado da Paraíba.

A Faperp tem um plantão de atendimento para o esclarecimento de dúvidas: (17) 3211-1180 e http://www.faperp.org.br/chat, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (horário de Brasília).

O texto do edital pode ser acessado pelos endereços eletrônicos http://www.paraiba.pb.gov.br e http://www.paraiba.gov.br/educacao. Além do portal do Governo, os interessados podem consultar as informações pelo http://www.faperp.org.br/seepb.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Comoção:

Estudante do Rio de Janeiro morre afogado em açude no Sertão da Paraíba.

O estudante Leandro Pereira dos Santos, de 16 anos, morador do Rio de Janeiro, que veio passar férias na casa de familiares, no Sítio Cipó, Zona Rural de Cacimbas, região de Patos faleceu nesse final de semana vítima de afogamento.

O jovem foi com alguns colegas fazer sua despedida, pois retornaria ao Rio de Janeiro nessa terça-feira (07), em um açude da comunidade quando se afogou e foi a óbito.

Os colegas informaram a família do estudante que após algumas horas que estavam tomando banho, eles chamaram Leandro para ir embora e ele teria dito que daria seu último mergulho, tendo se afogado nesse momento.

O radialista Olavo Silva da Rádio, da 104FM de Cacimbas, informou que Leandro pediu socorro por duas vezes, mas não foi ouvido, pois, os colegas acharam que ele estava de brincadeira.

O Tio do garoto, Ricardo Pereira foi quem localizou e resgatou o corpo do sobrinho. O SAMU foi acionado, mas o jovem já havia ido a óbito.

O corpo de Leandro foi encaminhado para o IML de Patos. Os pais do estudante foram avisados por telefone. Eles chegaram a Paraíba neste sábado (04), para ver o filho.

DIÁRIO DO SERTÃO

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Aguinaldo Ribeiro é bombardeado pela imprensa nacional…

desde seu anuncio para Ministério das Cidades

Jornais e sites enumeram denúncias contra parlamentar

O primeiro grande desafio do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como novo ministro das Cidades, será vencer a resistência da imprensa nacional. Desde que seu nome foi anunciado praticamente inexistiu alguma notícia positiva em relação a ele na imprensa nacional. A última ocorreu a na manhã de hoje no site da Folha de São Paulo. Uma matéria na editoria Poder, acusa o ministro de ter ocultado da Justiça Eleitoral nas últimas eleições o fato de ser dono de quatro empresas.

Segundo a Folha em relação as empresas, “duas delas têm atuação na área da construção civil e incorporação de imóveis, atividades ligadas ao ministério que ele comandará oficialmente a partir de amanhã”. O Ministério das Cidades tem como um de seus carros-chefes as ações na área da habitação social. Aguinaldo Ribeiro afirmou, por meio de sua assessoria, que declarou à Receita Federal ser sócio das empresas e disse que irá se desligar delas para chefiar o Ministério das Cidades. A acusação também foi citada da Revista Exame.

Um jornal do estado de Minas Gerais, questionou a experiência do deputado chamando-o de “um parlamentar de primeiro mandato”. O site Último Segundo publicou que ele, “além de destinar emendas para Campina Grande (PB), município em que a irmã é pré-candidata à prefeitura, e de pedir prioridade em repasses para a Prefeitura de Pilar, governada pela mãe, o novo ministro das Cidades, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), emprega em seu gabinete na Câmara um primo de primeiro grau que não bate ponto em Brasília”.

 
1 Comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Em meio a um racha…

presidente garante que partido terá candidatura própria em João Pessoa…

O presidente do PT na Paraíba, Rodrigo Soares, garantiu esta semana que o partido terá candidatura própria em João Pessoa nas eleições deste ano, mesmo contra a vontade de um grupo que defende aliança com o PSB.

“Hoje o partido é mais forte e favorável para ter candidatura. Temos bancada forte na Assembleia Legislativa e uma ótima representação em todo o Estado”, disse o presidente.

De acordo com Rodrigo, a definição sobre candidatura própria deve acontecer no dia 18 de março.

PolíticaPB

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Falta de gestão do DCE da UFPB

poderá atrapalhar confecção de carteiras de estudantes neste ano

Devido a divergências estudantes de grupos políticos adversários da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) o Diretório Central dos Estudantes (DCE) continua sem gestão. Se até 30 de março, prazo máximo estipulado pelo PROCON-JP para a confecção da primeira remessa, o DCE ainda não possua gestão isso poderá afetar a confecção das carteiras de estudante este ano.

O processo eleitoral ocorreu no último semestre do ano passado com quatro chapas na disputa. A chapa que recebeu mais votos foi impugnada pela Comissão Eleitoral, alegando que o grupo ganhador alterou resultados ao tentar mudar uma de lugar. O caso foi levado á Justiça que deu liminar suspendendo a posse da chapa ganhadora. Uma Comissão Gestora foi então formada para administrar o DCE, até a averiguação dos fatos e decisão final da Justiça

Devido a esse impasse no final do ano passado a comissão gestora encaminhou um oficio ao PROCON-JP pedindo para que fosse entregue 182 carteiras de estudante já cadastradas na Associação das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa (AETC-JP), que estava em seu poder desde outubro. Um segundo lote com 97 carteiras está previsto para ser distribuído esse ano, após o cadastramento na AETC-JP. Além desses lotes existem outros estudantes que pagaram, mas não receberam a carteira.

Alguns Centros Acadêmicos (CA) informaram que receberam as carteiras até a segunda remessa e que essas foram entregues aos estudantes que foram atrás do órgão.

Segundo fontes, ouvidas pelo Portal Paraiba.com, algumas chapas estão se organizando para realizar uma nova eleição no neste ano, mas sem nenhuma previsão. A perspectiva é que os estudantes devam confeccionar as carteiras com o site WWW.estudante10.com.br.

Juliana Terra

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

‘Roubo legal’ do FGTS chega a R$ 1,1 bilhão na Paraíba

Quando foi demitido sem justa causa, há cerca de oito anos, o metalúrgico Sérgio da Silva viu no dinheiro depositado em sua conta do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) o socorro para atender às principais necessidades enquanto não conseguia um novo emprego. O que Sérgio não sabia é que se hoje precisar novamente do FGTS, poderia ter bem mais dinheiro em conta, se não fossem as perdas ocasionadas pelo cálculos de rendimentos do Fundo.

Utilizando a Taxa Referencial (índice calculado pelo Banco Central) somada a 3% de juros anuais para a atualização monetária do valor depositado nas contas, os rendimentos do FGTS têm ficado ano após ano abaixo dos principais índices da inflação, fazendo com que o dinheiro do trabalhador seja desvalorizado.

Segundo o presidente do Instituto FGTS Fácil, ONG especializada no tema, somente no ano passado, quando o rendimento oficial do FGTS foi de 4,29% (Juros de 3%, mais TR), deixaram de ser creditados R$ 21,6 bilhões nas contas dos trabalhadores brasileiros, levando em consideração o IPCA (índice oficial de inflação medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), índice considerado mais justo para manter o poder de compra dos beneficiários.

Mário Avelino explicou que, quando foi criada na década de 90, a TR tinha índices mais elevados que a inflação. “A partir de 1999, o Banco Central começou a aplicar redutores, por mais dois anos a TR ainda gerou ganhos, mas a partir de 2002 começou a gerar perdas em comparação com a inflação”, explicou.

De acordo com o presidente do Instituto FGTS Fácil, entre 2003 e janeiro deste ano, as contas de FGTS dos trabalhadores paraibanos deixaram de receber R$ 1,1 bilhão. O cálculo foi feito com base no salário médio e no estoque de trabalhadores paraibanos, divulgados pelo Ministério do Trabalho, e levando em consideração as diferenças entre os rendimentos do FGTS e o índice de inflação no período.

“Estes valores que deixam de ser creditados por causa da forma como os rendimentos são calculados, na minha opinião caracterizam uma espécie de ‘roubo legal’. Considerando todos os trabalhadores do país, de janeiro de 2003 a janeiro deste ano, o Governo Federal deixou de creditar R$ 95 bilhões”, enfatizou Avelino.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Clubes e associações reacendem a tradição nos bailes do Carnaval…

Camila Alves

Um Carnaval luxuoso, marcado pelas festas em clubes, onde a sociedade se reunia para comemorar e dançar ao som das tradicionais marchinhas: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”. Quem não se lembra dessa música que atravessou gerações? Pois assim era o Carnaval na capital paraibana, entre os anos de 1920 e 1970.

O lança-perfume, o confete e a serpentina davam o cheiro e a cor dos bailes – respectivamente, sem esquecer das extravagantes fantasias que vestiam os mais animados. Toda essa tradição, entretanto, tem sido esquecida em João Pessoa, onde quase nenhum clube realiza mais os tradicionais e badalados bailes de Carnaval.

Alguns grupos, entretanto, tentam manter viva essa história. É o caso da promotora de eventos Roberta Aquino, que com a ajuda de amigas promove há 19 anos o ‘Carnaval das Mulheres’. A festa reúne aproximadamente 300 senhoras da sociedade paraibana e dos estados vizinhos. “É nota dez, muitas fantasias, além de ser animadíssimo”, resumiu a organizadora.

Ela contou que a ideia de realizar o Carnaval surgiu em uma roda de conversa com as amigas, enquanto lanchavam em um badalado estabelecimento da capital. “Elas pediram que eu fizesse qualquer festa carnavalesca, porque na cidade não tinha mais o tradicional Carnaval. Organizamos uma tarde carnavalesca e daí tudo começou”, relatou Roberta, ao informar que durante os últimos dois anos tinha deixado de realizar a festa, mas em meio a muitos pedidos retomou o evento.

“Fazemos concurso de fantasias e temos produções belíssimas que não fazem vergonha frente aos trajes do Rio de Janeiro”, garantiu. “Quando tem o Carnaval das Mulheres eu sou a primeira da fila. Não falto mais nenhum, é luxo, uma fantasia mais linda do que a outra”, endossou a dona de casa Roziane Coelho, que há oito anos participa da festa.

Elas revelaram ainda que o desenho das fantasias fica por conta de renomadas estilistas e não há economia na hora de investir nas roupas. “Essa minha fantasia foi feita em 2006 e na época custou R$ 1.500”, revelou a empresária Nídia Azevedo, enquanto mostrava uma roupa de ‘baiana estilizada’, na cor rosa, repleta de lantejoulas, tule e muita pompa.

No apartamento de Roberta Aquino, localizado no bairro de Manaíra, na capital, as três amigas mostraram com entusiasmo as muitas fantasias que já vestiram nos anos de Carnaval. Além do brilho das roupas, os arranjos de cabeça são um charme à parte. “Eu adoro os arranjos de cabeça. A gente inventa o nome que quiser para as fantasias: deusa do Sol, das estrelas, por aí vai”, comentou Roziane, que vestiu uma fantasia de “Copa do Mundo” para ilustrar a matéria.

Ainda segundo Roberta Aquino, este ano, o Carnaval das Mulheres acontece no dia 14 de fevereiro, na Sonho Doce Recepções. A entrada fica por R$ 120, com comida e bebida inclusas.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Carro capota após colisão na BR-230 e deixa motorista ferido…

Um acidente entre o Renault Clio e um VW Passat no km 9 da BR-230 terminou com um carro capotado e um ferido na noite deste sábado (4), em Cabedelo, Grande João Pessoa. A Polícia Rodoviária informou que o motorista do Clio precisou ser atendido pelo Samu e levado para um dos hospitais da capital.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Rubens Nóbrega

Jornalistas e jornaleiros

Causou surpresa e dúvida ao Doutor Helder Alexandre a extraordinária sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu na última quinta-feira (2) manter os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar magistrados.

A surpresa: a posição do ministro Gilmar Mendes em defesa do CNJ, contra o corporativismo no Judiciário e a inércia das corregedorias. A dúvida: o sentido que Gilmar Mendes quis dar a um pretenso antagonismo entre ‘jornalistas e jornaleiros’.

“Jornaleiro é aquele que entrega o jornal em nossa casa ou é aquele que entrega o jornalismo porque o emprega em causas obscuras?”, indaga Helder, cidadão exemplar, exemplarmente inteligente, além de médico cardiologista de primeira.

Posta a questão, pede-me esclarecimento por me considerar do ramo, embora não me esclareça antes em qual ramo inclui o colunista, ou seja, se me tem na conta de jornalista ou de ‘jornaleiro’, na acepção supostamente pejorativa usada pelo ministro.

Para contextualizar o ‘jornalistas versus jornaleiros’, lembro que o ministro referiu-se às duas categorias após observar que “até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar os próprios pares”.

Mencionou em seguida (finamente irônico, no meu sentir) que, além das pedras, jornalistas e jornaleiros também sabem do problema. Seria prova de que a atitude das corregedorias é tão evidente que foi percebida e assimilada até no senso comum.

O que ele fez, penso, foi colocar jornalistas e jornaleiros no mesmo patamar de conhecimentos e entendimento. Talvez só para ‘zoar’ com os jornalistas. Afinal, com muitos desses Gilmar Mendes mantém respeitável contencioso político e intelectual.

No mais, Doutor Helder, resta acrescentar que naquele sentido induzido pelo senhor posso garantir que pelo menos na Paraíba de agora seria uma grande ofensa chamar alguns jornalistas de jornaleiros. Ofensa aos jornaleiros, claro.

ORAÇÃO REAL
O amigo Giuseppe Lyra criou uma nova versão para a Oração de São Francisco, adaptando-a aos novos tempos e costumes na Paraíba. Vejam como ficou, sob o título ‘Oração de certo reinado’:

Senhor, fazei-me instrumento de toda a discórdia.
Onde houver servidor, que meu governo persiga;
onde houver escola, que meu governo feche-a;
onde houver avanço, que meu governo retroceda;
onde houver doente, que meu governo não veja;
onde houver violência, que meu governo ignore;
onde houver hospital, que meu governo privatize-o;
onde houver clamor, que meu governo não ouça;
onde houver lei, que meu governo descumpra.
Ó, Mestre, fazei com que eu procure mais
não compensar, mas ser recompensado;
não compreender, por ser incompreendido,
e ser mais temido do que amado.
Pois é dando que se recebe
e é permutando que a gente se arranja
e lava a jega enquanto o reino durar.
(Ao que todos os súditos dizem “Amém!”)
No final, Giuseppe observa que qualquer coincidência com pessoas vivas, muito vivas ou mortas e insepultas é mera semelhança.

Nem se preocupe…
É possível que alguns de vocês já tenham recebido essa que reproduzo adiante. Mas a maioria, aposto que não. Daí, tomo a liberdade de repassar o precioso conselho que vem da inesgotável sabedoria oriental e caiu na minha caixa postal graças à generosidade do Doutor Daltêir Sobrinho, valioso quadro da Engenharia da Chesf.
***
Há apenas duas coisas com o que você deve se preocupar: se você está bem ou se você está doente. Se você está bem, não há nada com que se preocupar. Se você está doente há duas coisas com que se preocupar: se você vai se curar ou se vai morrer. Se você vai se curar, não há com que se preocupar. Se você vai morrer, há duas coisas com que se preocupar: se você vai para o céu ou para o inferno. Se for para o céu, não há com que se preocupar. Agora, se você for para o inferno, estará tão ocupado em cumprimentar velhos amigos que nem terá tempo de se preocupar. Então, para que se preocupar?

Caro e engorda
No início da semana, o Uol (Universo online) publicou levantamento que mostra a Paraíba na liderança da carestia dos comes e bebes nas praias nordestinas.
Em cinco dos itens mais importantes da pesquisa (refeições, lanches, petiscos, cerveja e refrigerantes, se não me engano) somos os mais caros em três.
Essa é mais uma fama sem proveito que a gente leva, quando poderíamos nos diferenciar justamente na qualidade e nos preços dos serviços e produtos para o turismo.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Capacitação e qualificação de detentos…

A Secretaria da Administração Penitenciária (Seap) firmou um convênio com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB) para a capacitação e a qualificação de detentos e seus familiares. O convênio, que integra o programa de ressocialização ‘Cidadania é Liberdade’, viabilizará cursos nas áreas de tecnologia e informação, mecânica, eletroeletrônica e informática, que serão ministrados por professores do instituto a detentos do regime semiaberto e a familiares de detentos. De acordo com o reitor do IFPB, João Batista, o convênio é uma oportunidade de ampliar as ações sociais do instituto. “Pela primeira vez, voltaremos essas ações à população carcerária. É nossa obrigação socializar o conhecimento e contribuir para a melhoria de vida do detento e de seus familiares”.

PRP de Cabedelo
O Diretório Municipal do Partido Republicano Progressista (PRP) em Cabedelo promoveu na sexta-feira (3) um ‘Seminário de Marketing Político, Direito Eleitoral e Gestão de Campanha’. O evento reuniu os pré-candidatos a vereador de Cabedelo, integrantes da aliança que apoia as pré-candidaturas de Leto e Luceninha para a prefeitura da cidade.

Incentivo ao Esporte
O novo prazo de inscrições para apresentação de projetos com potencial para receber recursos via Lei de Incentivo ao Esporte começou no dia 1º e se estende até 15 de setembro. Em 2012, a Petrobras só apoiará projetos aprovados pela Lei de Incentivo.

Implantação de cerâmica
O Incra-PB criou uma comissão especial, formada por servidores e presidida por um procurador federal, para levantamento dos lotes dos assentamentos da Grande Mucatu (Conde, Alhandra e Pitimbu), no litoral sul da PB, vendidos para uma cerâmica que quer se implantar na área.

Implantação de cerâmica II
A comissão do Incra-PB já iniciou a pesquisa em cartórios para analisar se os lotes foram negociados ilegalmente. O levantamento foi iniciado a partir de informações obtidas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Convênio com a APL
Primeiro-secretário do Senado, Cícero Lucena (PSDB) assinou na 6ª-feira (3), em JP, convênio do Senado Federal com a Academia Paraibana de Letras (APL), para coedição de publicações de obras de autores paraibanos pela Secretaria Especial de Editoração e Publicações do Senado Federal.

Bolsa Família
No segundo semestre de 2011, os beneficiários do Programa Bolsa Família alcançaram novo recorde no acompanhamento de saúde. Nada menos do que 71,85% das famílias atenderam às contrapartidas exigidas.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Arimatea Souza

Sem despedidas

Lacuna
Na última quarta-feira registrei aqui o falecimento de minha tia (Odete Melo). Mas entendi que ficaram palavras por serem ditas, sentimentos por serem explicitados.
E peço a compreensão do leitor para fazer isso hoje.

Promessa
Prometi a mim mesmo escrever essas linhas sem chorar, porque, em alguma medida, a desolação pelo falecimento, diante do sofrimento prolongado, é uma manifestação inconsciente de egoísmo.
Quem desfruta da graça de viver lúcida e alegremente por quase 94 anos é destinatário inequívoco de benção divina.

Contraditório
As lágrimas que os olhos represam encerram uma contradição para os cristãos: na essência é a incredulidade na ressurreição, razão de ser de nossa crença.
Representaria acreditar que um corpo frio e inerte seria a última estação da vida.

Passagem
Minha tia (misto de mãe) nos ensinou de maneira distinta: somos instrumentos dos desígnios divinos. Estamos neste mundo para servir e desempenhar missões.
E quando elas são (ou forem) concluídas, o Pai à casa eterna nos convoca.

Interlocutor
Numa das várias passagens e permanências na UTI – onde sequer tentei entrar -, minha tia mandou-me um recado por minha esposa (Rosa Lúcia): “Diga para Arimatéa que converse com Deus, ele que argumenta tão bem. Peça para que me deixe mais tempo por aqui, ainda tenho muito que fazer”.

Fraqueza
Na sua longa (e sofrida) internação (105 dias), encarei visitas contadas a dedo.
Na primeira delas, foi necessário juntar e potencializar todas as forças interiores para enfrentar o reencontro naquelas circunstâncias.

Carinho
A sensação de impotência é insuportável.
Num breve diálogo, por força de suas limitações físicas, verbalizou a frase que me desintegrou: “Meu filho, eu te amo!”

Apelo
Noutra visita, insistiu quase em forma de prece: “Mateia, você é forte. Me leva daqui pra casa”.

´Adoção´
Em quase cinco décadas de convivência, não recordo ter sido chamado como ´sobrinho´. ´Meu filho´ era quase um estribilho.
´Dona Odete´ tinha por mim um “xodó assumido”, na expressão concebida pela filha Lucimar Melo.

Força interior
A duradoura enfermidade realçou um traço marcante e perene de sua trajetória: a ilimitada e até obstinada vontade de viver; de usufruir da vida no limite do possível.
Até poucos minutos antes de sua páscoa, permaneceu absolutamente ativa, e sempre perseverando e lutando para sobreviver.

Silêncio
Assim como ocorreu há alguns anos com o meu pai, não houve despedidas.
Apenas um sereno, distante e perdido olhar no horizonte.

Sem fenecer
Pra gente, a mútua admiração é – e será – eterna. Não cabe entre nós conjugar no passado o verbo amar. E tudo isso há de ser regado, vivificando tantos lindos e descontraídos momentos em que estivemos juntos.

Muito além
Mas, prezado leitor, relativize tudo o que leu acima, como também – contextualmente – subtraia aqui a dor bem mais latente dos filhos e netos.

Quase um século
Todo esse sentimento aqui reproduzido é infinitamente menor do que o suportado por minha mãe (Madalena). Ela e sua irmã que se foi viveram juntas praticamente 90 anos, com contatos praticamente diários.

Orfandade
A condição de órfãs desde os primeiros anos de vida as integrou ainda mais pela vida afora.

Vazios
Ficam um telefone que não toca mais; uma cadeira vazia e uma mesa de refeição incompleta, onde as semanas eram repassadas em revista na companhia dos sobrinhos. É a terrível – mas inexorável – sensação da transitoriedade das coisas. E dos corpos.

Até isso
Arrisco dizer que a minha mãe ficou até mesmo sem ter com quem, vez por outra, discordar a fundo e até – por que não? – arengar, atitude que a cumplicidade que as unia permitia.

Provações
Esse silêncio não tem remédio. Tem consolo no Criador. Mas é preferível o hiato da presença física à contemplação de uma agonia irreversível, em forma de via crucis hospitalar.
Amar também é desejar que o outro, o semelhante, não sofra.

Mutação
Depois de tantos anos de convivência, o que devemos proclamar é que o verbo se transformou em substantivo: amar virou saudade, com sabor de eternidade.

Até o fim
Como proclamou o apóstolo Paulo, em todos os momentos ´dona Odete´ guardou a fé.
E tudo isso pode ser demonstrado – e resumido – na última palavra que os seus lábios conseguiram balbuciar: “Amém” – palavra que vem do hebraico e que quer dizer “Senhor, assim seja”.

“Saudade a gente tem é dos pedaços de nós que ficam pelo caminho…” (Martha Medeiros, escritora)…

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Eleições provocam divisão de famílias em cidades da PB…

A política tanto une como divide famílias. Em ano eleitoral, essa dicotomia se acirra. Um exemplo da desunião por causa do poder é o município de São João do Cariri. De 2001 a 2008, Marcone Medeiros (PR) governou a cidade. Depois, lançou o sobrinho Beto Medeiros (PTB), que foi eleito e este ano concorre ao segundo mandato.

Por considerar que o sobrinho não cumpriu com os compromissos de campanha e queria “reinventar a roda”, Marcone rompeu politicamente com ele e decidiu enfrentá-lo nas urnas, em outubro. Beto promete “dar uma surra de votos” no tio.

Beto é filho do ex-deputado Pedro Medeiros, cujas relações estão estremecidas com o irmão Marcone Medeiros. As lideranças da oposição – Renato Morais (PMDB), Edivan Farias (PT), George Aquino (PSB) e Fagner Farias (PSC) – estão de camarote assistindo o duelo entre tio e sobrinho pelo comando da Prefeitura de São João do Cariri.

MONTEIRO
Em Monteiro, também no Cariri, a briga será entre cunhados.

Em 2008, Edna Henrique (PSDB) foi eleita prefeita, tendo como vice o cunhado Eugênio Henrique, na época do PTB. Ainda durante a gestão, Eugênio, que é irmão do deputado João Henrique, rompeu com Edna e se aliou ao grupo do ex-deputado Carlos Batinga.

Agora no PMDB, Eugênio Henrique participa das reuniões da frente de oposição, sendo cotado para ser candidato a prefeito contra Edna ou companheiro de chapa de Batinga. O vice de Edna Henrique só será definido em junho.

“Eu tenho trabalho prestado ao povo de Monteiro e não tenho medo de enfrentar a oposição. Vamos disputar no voto e quem tiver trabalho prestado terá o reconhecimento do povo”, diz a prefeita Edna Henrique.

Em Cuité de Mamanguape, na Zona da Mata paraibana, a prefeita Isaurina dos Santos Meireles (PMDB) vai concorrer à reeleição. Ela enfrentará nas urnas João Dantas (PSDB), que é marido de sua tia, o que deixou a família dividida.

JP

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

SAÚDE: Esquizofrenia atinge 1% da população e interna 2,5 mil na PB…

Amanda Carvalho

De origem ainda desconhecida, a esquizofrenia é um transtorno mental crônico que atinge 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Na Paraíba, de janeiro a novembro do ano passado, foram registradas 2.503 internações em hospitais da rede pública, segundo dados do Departamento de Informática do SUS (Datasus). Neste período, foram gastos mais de R$ 6,5 milhões com as internações, uma média de R$ 2.606,82 por cada uma. Segundo especialistas, a precocidade do diagnóstico é essencial para o paciente manter uma melhor convivência social.

O psiquiatra Rodrigo Bressan, coordenador do Programa de Esquizofrenia (Proesq) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Rodrigo explicou que a esquizofrenia acontece quando há uma disfunção do neurotransmissor dopamina, responsável por determinar a importância dada ao que se percebe e se pensa. Na doença a dopamina é maior do que nos pacientes saudáveis. Segundo ele, quanto mais precoce for iniciado o tratamento, maiores são as chances de o paciente ter uma convivência social melhor.

“A maioria das pessoas demora a ser diagnostica porque acreditam que se trata de macumba ou algo do mundo espiritual. Quanto mais cedo for o tratamento, melhor a evolução do paciente”, explicou. Ele ainda informou que os surtos psicóticos são nocivos ao cérebro e, quanto mais tempo o paciente passar neste estado, maior será a lesão, diminuindo as chances de remissão dos sintomas.

Os primeiros sinais da esquizofrenia surgem geralmente entre o final da adolescência e começo da vida adulta.

O psiquiatra Heydrich Virgulino, que trabalha no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III Gutemberg Botelho, explicou que o pico da doença, em homens, é dos 15 aos 25 anos, e nas mulheres é de 25 aos 35 anos.

Ele ainda informou que a doença é mais grave nos homens, pois eles costumam desenvolver mais os sintomas negativos da doença, que são os mais difíceis de tratar. “Os sintomas negativos são o descuido com a higiene pessoal, isolamento social, falta de prazer ao desenvolver atividades diversas, enfim, executar as situações do cotidiano é diminuída”, explanou.

O tratamento consiste na ingestão de medicamentos que diminuem a dopamina, abrandando os sintomas da doença, como alterações do pensamento, alucinações, depressão ou euforia, déficits cognitivos, isolamento social, agressividade e comportamento suicida nos casos mais graves. Também é feito acompanhamento terapêutico.

Rede pública oferece tratamento
Na rede pública de João Pessoa, os pacientes com transtornos mentais, inclusive esquizofrenia, são acompanhados pelos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), espaço criado pelo Ministério da Saúde para substituir os hospitais psiquiátricos em todo o Brasil. Na Paraíba, existem atualmente 71 Caps.

A diretora do Caps III Caminhar, em João Pessoa, Francisca Lima Targino, explicou que o Caps faz o tratamento de acordo com as necessidades individuais de cada usuário, oferecendo terapia e acompanhamento multidisciplinar. Lá são acompanhados 230 pacientes com a doença. “No Caps temos uma equipe formada por psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, médicos, nutricionistas e farmacêuticos”, contou.

O psicólogo Saulo Feitosa, do Caps III, relatou que a maioria dos pacientes procura ajuda apenas na crise e grande parte deles não acredita que está doente e vivencia aquela realidade, que a doença construiu, como verdadeira. “O tratamento é a ruptura dessa realidade. Quando o paciente chega em crise, acolhemos e tentamos fazê-lo entender a doença”, disse.

Nesse momento entra o papel da família, de acompanhar o paciente em casa, de apoiá-lo durante as crises. “A pessoa com esquizofrenia acredita que não está doente, se chegar em casa e a família ficar dizendo que ele não precisa daquilo, esse paciente não irá melhorar”, explicou. Para alguns casos, a medicação deve ser administrada durante toda a vida do paciente. Saulo também citou o diagnóstico errôneo como problema no tratamento. “Alguns pacientes chegam aos hospitais em crise, mas os médicos não fazem diagnóstico de transtorno mental”, disse.

Na rede estadual, os pacientes têm direito a receber os medicamentos gratuitamente, no Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais (Cedmex).

Novo medicamento no Brasil

Uma pesquisa recente do Ibope em parceria com o Programa de Esquizofrenia da Unifesp (Proesq) e a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) mostra que a recaída da doença e a busca pela melhora da adesão ao tratamento são as maiores preocupações para 81% das pessoas que cuidam de pacientes com esquizofrenia. Um novo medicamento que chegou ao país promete contribuir para diminuir o número de recaídas. Com aplicação mensal e de fácil uso, o palmitato de paliperidona oferece conveniência ao paciente e pode prevenir recaídas, pois facilita a adesão ao tratamento e, se utilizado na fase inicial, pode mudar ou melhorar o prognóstico.

Para o psiquiatra Rodrigo Bressan, na maioria das vezes, as crises ocorrem porque a pessoa abandona o tratamento por acreditar estar curada já que os sintomas podem desaparecer. “A pesquisa mostrou que evitar a recaída é o principal objetivo dos cuidadores. Eles estão cada vez mais conscientes de que a adesão ao tratamento é fundamental para manter a doença sob controle”, destaca.

O psiquiatra Heydrich Virgulino também acredita que a injeção irá melhorar a adesão dos pacientes e diminuir as recaídas. “Infelizmente o serviço público ainda não disponibiliza esse tratamento, mas se o paciente precisar, pode entrar com ação judicial para obrigar o governo a oferecer”, afirmou.

Emergências em Mangabeira

O Pronto Atendimento de Saúde Mental (Pasme), que funciona no Complexo Hospitalar de Mangabeira, realiza o atendimento de emergência às pessoas em crise de algum transtorno mental, como esquizofrenia, depressão, neuroses e síndromes neuróticas, entre outros. O médico psiquiatra Arlindo Félix da Costa Neto, plantonista do local, explicou que o serviço do Pasme se assemelha a uma emergência clínica: o paciente é examinado, medicado e, dependendo do caso, é transferido para acompanhamento em clínicas ou internação em hospitais psiquiátricos. Arlindo informou que, em casos de crises graves, o paciente fica em observação no local, e os médicos conversam com familiares e com o próprio paciente para decidir qual será o melhor acompanhamento.

“Quando a situação é muito grave, o paciente é transferido para um hospital psiquiátrico para internação”, informou.

Apesar dos Caps terem sido criados para substituir os hospitais, Arlindo disse que ainda não há uma estrutura suficiente para a demanda. “Os Caps são poucos, mas funcionam. Porém, não tem como internar por 24 horas por vários dias. Ainda estamos em processo de transição”, afirmou.

Vozes e vultos são sintomas

O sintoma mais comum da esquizofrenia é a alucinação auditiva e visual. O psicólogo destacou que o relato clássico dos pacientes é que tem alguém querendo matá-los, falando mal deles, obscenidades e coisas negativas a seu respeito. Que tem alguém perseguindo, que estão em frente a sua residência. “A esquizofrenia é um transtorno mental psicótico que gera grande angústia e mal-estar aos pacientes, que sofrem com alucinações visuais e auditivas. Eles ficam em estado grande de agitação e podem até ficar violentos”, explanou.
Lucilene Campos Brasileiro, 36, diagnosticada com esquizofrenia há aproximadamente 10 anos, faz tratamento no CAPS III Caminhar há quatro. Ela relatou que o início da doença foi bastante difícil e assustador, pois ela ouvia vozes, que ela classificou como “barulho” que a mandavam fazer coisas e atrapalhavam sua convivência com as outras pessoas. Ela disse que, com o barulho, uma pessoa podia chegar perto dela, mas ela não iria dar atenção a conversa. “Era como se a doença estivesse no comando e não eu”, explicou. Lucilene contou que no começo acreditava que não estava doente e que as vozes tinham relação com a espiritualidade. “Hoje, o barulho diminuiu, pois sei que estou no controle e não a doença. Estou falando aqui e continuo ouvindo as vozes, mas sei que não estão ali”, afirmou, acrescentando que o apoio da família é essencial.

Família é afetada pela doença e apoio é essencial no tratamento

A esquizofrenia não afeta apenas o paciente, mas toda a família e pessoas que convivem com a doença. A pessoa em crise requer muitos cuidados dos parentes e apoio para começar – ou dar continuidade – ao tratamento medicamentoso e terapia. O psicólogo Saulo Feitosa explanou que a família também sofre em momentos de crise, ficando com o sono prejudicado, tendo trabalho de vigília redobrado. “As pessoas próximas não conseguem descansar, relaxar, nem dormir. Precisam ficar 24 horas em alerta para que a pessoa doente não se machuque ou machuque outros”, informou.

A filha de Marileide Alves da Silva foi diagnosticada há 5 anos com esquizofrenia. Marileide disse que foi um susto e uma surpresa, já que não tem histórico na família de transtornos mentais. Antes da crise, a filha trabalhava como professora, formou-se no pedagógico, era casada e tem um filho. “A minha filha era uma pessoa muito tranquila, ensinava em colégio público e particular, nunca teve problema. Ela começou a ter dores de cabeça e depois surtou: ficou com mania de perseguição, não podia passar um carro que ela se desesperava. Foi muito difícil, ela ficou igual a uma criança”, relatou.

Marileide levou a filha para o Caps, quando era no Valentina, mas ela não quis ficar, tentou fugir, e teve que ser contida pelos seguranças. “Foi horrível, muito horrível, mas se não fosse o Caps, minha filha não estaria hoje boa”, contou. Marileide se lembra da história muito emocionada e disse que a pior coisa que teve que enfrentar foi o preconceito das pessoas. “As pessoas ficavam dizendo que eu tinha uma filha doida e que também estava ficando. Elas passavam pela minha casa e diziam para não entrar lá porque tinha uma pessoa doida. Isso é muito difícil, machuca muito”, lamentou.

Até o filho pequeno cuida da mãe, contou Marileide. Ela disse que há dias que a filha não consegue fazer nada, fica apenas dormindo, como se estivesse anestesiada. Nessas ocasiões, Marileide cuida do neto e os seus outros filhos ajudam a cuidar da filha doente. “Ela faz tratamento no Caps uma vez por semana, nos outros dias ela fica em casa, cuida do filho, deixa ele na escola. Mas tem dia que ela não consegue fazer nada, não termina nenhuma tarefa, deixa o fogão ligado. Por isso que nunca a deixamos sozinha. É um cuidado 24 horas”, relatou.

Além do acompanhamento para a filha, Marileide disse que também participa de grupos de parentes com a doença na família e acredita que é muito importante esse contato com pessoas que passam pelo mesmo problema. Além dos grupos, Marileide participa de todos os eventos que acontecem no Caps e está sempre apoiando a filha em seu tratamento. “Não é fácil lidar com a doença, ela abriu os meus olhos para muitas coisas. A família e os amigos são importantes para o tratamento, mas o acompanhamento médico é essencial”, disse.

Tipos de esquizofrenia e sintomas (Fonte: CID 10)

F20.0 Esquizofrenia paranóide
A esquizofrenia paranóide se caracteriza essencialmente pela presença de idéias delirantes relativamente estáveis, freqüentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações, particularmente auditivas e de perturbações das percepções. As perturbações do afeto, da vontade, da linguagem e os sintomas catatônicos, estão ausentes, ou são relativamente discretos.

F20.1 Esquizofrenia hebefrênica
Forma de esquizofrenia caracterizada pela presença proeminente de uma perturbação dos afetos; as idéias delirantes e as alucinações são fugazes e fragmentárias, o comportamento é irresponsável e imprevisível; existem freqüentemente maneirismos. O afeto é superficial e inapropriado. O pensamento é desorganizado e o discurso incoerente. Há uma tendência ao isolamento social. Geralmente o prognóstico é desfavorável devido ao rápido desenvolvimento de sintomas “negativos”, particularmente um embotamento do afeto e perda do desejo. A hebefrenia deveria normalmente ser somente diagnosticada em adolescentes e em adultos jovens.

F20.2 Esquizofrenia catatônica
A esquizofrenia catatônica é dominada por distúrbios psicomotores proeminentes que podem alternar entre extremos tais como hipercinesia (exagero de movimentos) e estupor (sensibilidade parcial ou insensibilidade), ou entre a obediência automática e o negativismo. Atitudes e posturas a que os pacientes foram compelidos a tomar podem ser mantidas por longos períodos. Um padrão marcante da doença pode ser constituído por episódios de excitação violenta. O fenômeno catatônico pode estar combinado com um estado de sono com alucinações cênicas vívidas.

F20.3 Esquizofrenia indiferenciada
Enfermidades psicóticas que preenchem os critérios diagnósticos gerais para a esquizofrenia mas que não correspondem a nenhum dos subtipos anteriores, ou que exibam padrões de mais de um deles sem uma clara predominância de um conjunto particular de características diagnósticas.

F20.4 Depressão pós-esquizofrênica
Episódio depressivo eventualmente prolongado que ocorre ao fim de uma enfermidade esquizofrênica. Ao menos alguns sintomas esquizofrênicos “positivos” ou “negativos” devem ainda estar presentes, mas não dominam mais o quadro clínico. Este tipo de estado depressivo se acompanha de um maior risco de suicídio. Se o paciente não apresenta mais nenhum sintoma esquizofrênico, deve-se fazer um diagnóstico de episódio depressivo. Se os sintomas esquizofrênicos ainda são aparentes e proeminentes, deve-se manter o diagnóstico da forma clínica apropriada da esquizofrenia.

F20.5 Esquizofrenia residual
Estado crônico da evolução de uma doença esquizofrênica, com uma progressão nítida de um estado precoce para um estado tardio, o qual se caracteriza pela presença persistente de sintomas “negativos” embora não forçosamente irreversíveis, tais como lentidão psicomotora; hipoatividade; embotamento afetivo; passividade e falta de iniciativa; pobreza da quantidade e do conteúdo do discurso; pouca comunicação não-verbal (expressão facial, contato ocular, modulação da voz e gestos), falta de cuidados pessoais e desempenho social medíocre.

F20.6 Esquizofrenia simples
Transtorno caracterizado pela ocorrência insidiosa e progressiva de excentricidade de comportamento, incapacidade de responder às exigências da sociedade, e um declínio global do desempenho. Os padrões negativos característicos da esquizofrenia residual (por exemplo: embotamento do afeto e perda do desejo) se desenvolvem sem serem precedidos por quaisquer sintomas psicóticos manifestos.

F20.8 Outras esquizofrenias
Ataque esquizofreniforme
Esquizofrenia cenestopática
Psicose esquizofreniforme
Transtorno esquizofreniforme

F20.9 Esquizofrenia não especificada

jornal correio

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Aguinaldo já começa a montar equipe…

Brasília (Folha.Com) – O presidente nacional do PP, Francisco Dornelles, e o futuro ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, informaram à bancada ter recebido carta branca da presidente Dilma Rousseff para montagem da equipe na pasta.

Na reunião com deputados e senadores do partido, os dois ressalvaram a titular da Secretaria de Habitação, Inês Magalhães, e um representante do PSC na equipe. Segundo eles, os dois serão mantidos por orientação de Dilma.

Apesar da decisão do Palácio de nomear Magalhães secretária-executiva, a hipótese não foi mencionada nas reuniões com PP, uma delas encerrada às 3h30m de sexta-feira (03/02).
Nas conversas, Ribeiro manifestou preocupação com a escolha de técnicos para o Ministério. Ao receber um telefonema do ex-ministro Márcio Fortes, Ribeiro pediu dicas para a escolha de sua equipe.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Eleição: cientista político diz que boca a boca é fundamental…

Mislene Santos

Para o cientista político Jaldes Meneses, não há vantagens nem desvantagens em disputar uma eleição em grandes e pequenas cidades. Segundo ele, são situações diferentes, pois enquanto numa cidade pequena há questões mais restritas e paroquiais, em uma maior a questão da representação política é mais complexa e envolve vários setores sociais.

No entanto, ressaltou que, em se tratando de eleição em pequeno município, “o chamado boca a boca é fundamental”. Por outro lado, destacou que, nas cidades maiores, a musculatura financeira do candidato não é fator determinante da eleição, pois “dinheiro simplesmente não ganha eleição, mas é fundamental”.

Além disso, o estudioso explicou que, em geral, numa cidade pequena, o debate político gira em torno de duas ou, no máximo, três coligações. Já em uma grande, mesmo havendo uma polarização entre os principais candidatos e partidos, “há espaço para alternativas, como partidos ideológicos ou representativos de segmentos sociais”.

Mesmas pessoas
Jaldes Meneses disse que a eleição para vereador é muito fragmentada e com diversos candidatos pedindo o voto, muitas vezes para as mesmas pessoas, e, por isto, os políticos têm que apresentar estratégias distintas para conquistar o eleitor. Para ele, não faz sentido pensar em uma “única” estratégia quando o assunto é eleição de vereador. “A natureza da estratégia depende do segmento social que o vereador visa sensibilizar, se um bairro, se uma faixa como juventude ou idosos, ou uma categoria profissional”, frisou.

Bruno, o menos votado em JP

O vereador Bruno Farias (PPS) foi o menos votado das eleições municipais de 2008 em João Pessoa, com 3.018 votos. Ele contou que sua campanha foi baseada na ajuda de familiares e amigos e amigos dos amigos. Já o lado financeiro contou com a doação de pessoas mais próximas e com recursos do próprio candidato. “Recebi ajuda dos amigos e a família fez uma vaquinha para me ajudar”, disse o vereador.
Na ocasião, o parlamentar garantiu que não cogita disputar nenhum cargo eletivo em outro município que não seja João Pessoa. “Se eu fosse me candidatar em outro lugar, seria uma candidatura de brincadeira”, disse com ar de riso.

De acordo com o vereador, os políticos têm que disputar nas cidades em onde têm serviços prestados. “Não se pode forjar uma história onde não se tem”.

Bruno Farias lembrou que o que garantiu sua eleição foi sua história dentro do movimento estudantil e nos grupos da Igreja Católica, além dos serviços prestados nas comunidades da Capital. “Nós fizemos algumas ações sociais na área médica (com a ajuda do seu pai, que é médico), de psicologia (com a ajuda de colegas) e advocatícios já que ele é advogado. “E isto contou muito”, frisou.

Segundo ele, sua eleição foi muito difícil, principalmente, pela falta de tradição política da família. “Eu não tenho nenhum membro da família na política, meu pai não é político, meu avó também não e isto dificultou muito minha campanha”, revelou Bruno Farias.

“Minha campanha foi pulverizada. Eu tive um pouco de voto em cada bairro, mas o que definiu minha eleição foi o voto da classe média, pois a maior parte dos meus votos foi voto de opinião”, frisou o vereador, que alegou que sua candidatura foi fruto do desejo de amigos que ”viram em mim uma representação política”.

No bairro do Padre Zé

Morando há 33 anos no bairro Padre Zé, o vereador João dos Santos, disse que não pensa em deixar João Pessoa para se aventurar em uma cidade onde não tem nenhum serviço prestado para a comunidade e não tem nenhuma história. Segundo ele, o que o levou a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de João Pessoa, por três vezes, foi o trabalho assistencialista que desenvolve onde mora e nos bairros do Roger, Mandacaru e 13 de Maio.

De acordo o vereador, o que dá sustentabilidade a sua campanha é o trabalho voltado para o social que desenvolve na Capital. “Nós temos um carro a disposição 24h para atender a comunidade, independente, de eu ter mandato ou não. Além disso, mantemos um sopão que é distribuído toda sexta-feira para 300 famílias do Padre Zé”, enfatizou João dos Santos.

Ele disse que sua campanha foi bastante modesta e com poucos recursos: “nós só gastamos com a confecção do material impresso e com a gravação do vídeo que é exibido no guia eleitoral gratuito e este dinheiro foi fruto de doações de amigos e de recursos próprios”.

Dificuldade é a mesma

Benilton Lucena (PT) considerou que o grau de dificuldade de uma candidatura na Capital e em uma cidade menor é proporcional ao número de habitantes e de eleitores de cada local. “Quando se faz esta análise, chega-se à conclusão que a dificuldade é a mesma”, disse o petista.

Ele afirmou que, para eleger um vereador em Cabedelo, são necessários cerca de 800 votos. Mesmo tendo uma votação superior a esta na Capital, Benilton acredita que não conseguiria ser eleito na cidade vizinha. “O meu conhecimento é todo em João Pessoa e não teria condições de ser eleito em nenhuma outra cidade da Paraíba”, explicou o vereador.

Segundo ele, seu trabalho foi construído através de audiências públicas “levando as ações governamentais para os bairros e também as reivindicações da população para o Executivo, através de projetos”. “É assim que trabalhamos”. Outro ponto destacado por Benilton, que para ele, faz a diferença em sua campanha foi o trabalho voltado para os servidores públicos da Capital.

jornal correio

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Município de Coxixola elege vereador com apenas 151 votos…

Mislene Santos

Com 467.970 mil eleitores, a cidade de João Pessoa é o maior colégio eleitoral da Paraíba. Coxixola é o menor, com 1.570 eleitores distribuídos em cinco secções eleitorais. Na Capital, o vereador mais votado, Edmilson Soares (PSB), foi eleito com 8.936 votos.

Com os votos de Edmilson, seria possível eleger 59 vereadores em Coxixola, levando em conta que o parlamentar mais votado da cidade recebeu apenas 151 votos.

Os votos de Edmilson também dariam para eleger 146 vereadores, em Coxixola, tendo como base os 61 votos obtidos pelo parlamentar que ficou em último lugar, na última eleição, naquela cidade.

Embora a eleição para vereador em uma cidade de pequeno porte demonstre ser mais fácil, devido ao baixo número de votos necessários para conquistar uma vaga na Câmara Municipal, todos os parlamentares da Capital, ouvidos pela reportagem do Correio, afirmaram que não têm pretensão de disputar cargos eletivos em outros municípios.

Santa Rita e Bayeux
“Eu não teria condições de me eleger em cidades como Cabedelo, Santa Rita ou Bayeux” garantiu Benilton Lucena (PT), o segundo vereador mais votado de João Pessoa na eleição de 2008. Ele obteve 7.472 votos.

Segundo o petista, o conhecimento que tem na Capital faz a grande diferença em uma eleição.

“Sou professor do Estado e do município há 30 anos, fui presidente do Sindicato dos Professores e isto facilita muito em uma eleição”, afirmou o parlamentar.

De acordo com o vereador de primeiro mandato e o menos votado (3.018 votos), Bruno Farias (PPS), por menor que seja a cidade “não existe facilidade para se eleger em nenhum lugar”. Segundo ele, o segredo da disputa não é o fato de se candidatar em uma cidade grande ou pequena.

Diferença superior a 6.000%
O segundo vereador mais votado de João Pessoa, Benilton Lucena, afirmou que gastou cerca de R$ 60 mil em sua última campanha, o que lhe rendeu 7.472 votos. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) aponta que o vereador mais votado de Coxiola, Robério Gonçalves (PSDB), eleito com 151 votos, gastou R$ 996,00. Uma diferença de mais de 6.000%.

Na Capital, Benilton afirmou que utilizou o montante “com combustível para visitar os bairros, com material gráfico, com pagamento do pessoal das bandeiras, alimentação entres outras despesas”.
Segundo consta no TRE, o vereador de Coxixola gastou R$ 600,00 (dos quase R$ 1 mil de sua campanha) com locação de veículos. O restante foi usado com produção de jingles, vinhetas e slogans, além de material impresso e combustível.

Segundo os dados do TRE, da segunda parcial da prestação de contas dos candidatos, o vereador Bruno Farias declarou que gastou pouco mais de R$ 33 mil e João dos Santos R$ 4,2 mil.

Maiores famílias são alvos eleitorais

DANIEL MOTTA

Com apenas 1.570 eleitores, o município de Coxixola, no Cariri paraibano, é o menor colégio eleitoral do Estado. Na ‘pequena notável’, como a cidade é conhecida na região, para um candidato vencer uma campanha eleitoral não é preciso gastar muito dinheiro, nem tampouco investir em propaganda.

Na época eleitoral, os candidatos aos cargos de vereador e de prefeito fazem peregrinação pelas residências dos eleitores para conquistar os votos necessários à vitória. A maioria dos candidatos tem como alvo as maiores famílias, por concentrarem um maior número de votos.

Dos 9 vereadores que atualmente compõem a Câmara do município, a maioria é parente. As facilidades de se ganhar uma eleição em Coxixola acabam atraindo pessoas de outras cidades para concorrer a uma vaga. Na última eleição municipal realizada em 2008, 19 candidatos concorreram às nove vagas, dos quais, três eram de outros municípios. O vereador mais votado, Robério Gonçalves Ribeiro (PSDB) obteve 151 votos e o menos votado foi Manoel José Alves (PMDB), que alcançou 61. Já o prefeito Nelson Honorato, foi eleito com 679 votos, apenas 26 a mais do que o adversário, que obteve 653.

“Vencer uma eleição em Coxixola não é muito difícil, basta você estar sempre presente, visitar os amigos e cultivar a amizade, além de sua família, que se torna um dos principais fatores para sua vitória”.

É o que afirma o vereador Manoel José Alves, que foi eleito com o menor número de votos. Com 70 anos de idade, Manoel de Duda como é conhecido na cidade, disse que desde a emancipação da cidade em 1994, que se candidata ao cargo de vereador, tendo vencido duas vezes, em 1996 e 2008.

O vereador destaca que, além da relação de amizade que possui com os moradores, os dois principais fatores que refletiram em sua vitória foram o apoio do eleitorado da zona rural, que é maior do que o da zona urbana, e os votos de sua família que chega a mais de 40 pessoas.

“Graças a Deus eu tenho uma família muito grande e isso é muito importante para um político em Coxixola. A família Alves Neves é sempre responsável por eleger mais de um vereador e eu sempre conto com o apoio de todos os meus parentes para chegar a uma das cadeiras do legislativo”, argumentou o vereador.

O poder da união de famílias de candidatos em Coxixola consegue barrar até candidatos de prestigio na cidade, como é o caso de médicos, engenheiros e professores que prestam serviços no município.

“Eu sou analfabeto e concorri com doutores e mesmo assim, eu consegui vencer e eles não. Isso é muito importante para mim, porque eles têm mais conhecimentos do que eu e acharam que por conta disso, iriam se eleger, mas o que importa para a população coxixolense é a amizade e eles preferiram a mim”, alegou o vereador.
Para esse ano, o vereador pretende dobrar a votação que teve na última campanha e espera atingir pelo menos 100 votos. Para alcançar a votação esperada, ele realizando visitas aos eleitores e divulgando as ações que poderá desenvolver caso seja eleito em outubro.

“Nossa campanha aqui é no corpo a corpo, de casa em casa, visitando os amigos, pedindo um votinho. Não deixamos somente para quando está perto das eleições, fazemos o possível para estar sempre próximo aos nossos eleitores, afinal a cidade é pequena e permite isso. Com as chances que tenho aqui, nunca teria coragem de mudar de domicilio eleitoral”, disse.

Mais votado já se elegeu três vezes

O vereador mais votado no último pleito, Robério Gonçalves, 33, já conseguiu se eleger três vezes e assim como os demais parlamentares da cidade, ele aponta que o apoio da família foi o fator crucial para as vitórias. Robério ressalta que somente de sua família, são mais de 40 votos. “Fiquei até preocupado na eleição passada, porque um primo meu também se candidatou, aí os votos da família tiveram que ser divididos entre eu ele e mesmo assim nós dois conseguimos nos eleger”, frisou.

Professor pelo Estado e município, Robério também acredita que a população de Coxixola preza pelos ‘filhos da terra’ e tenta manter o clima de paz da pacata cidade, evitando maiores conflitos. “Desde a primeira eleição, Coxixola sempre foi muito tranquila e nunca tivemos registro de violência por conta de acirramento político. Na cidade, tanto a oposição quanto a situação preferem viver em harmonia, mesmo com as divergências que sempre ocorrem”, revelou.

Assim como os moradores, os candidatos a prefeito também são beneficiados com o apoio das famílias e com a estreita relação com os moradores. O atual prefeito do município, Nelson Honorato (DEM) venceu as eleições de 2008 com 679 votos, o que representou 50, 98% dos votos válidos. O adversário Nanan (PSDB), que obteve 653. Apesar de a diferença ter sido de apenas 26 votos, o prefeito conta que para uma cidade do tamanho de Coxixola, esse total significa muito.

Ele disse que a briga por votos na cidade é constante, porque um eleitor é o suficiente para decidir uma campanha. “Por isso, é preciso está sempre fazendo o possível para agradar aos eleitores, investir em coisa que os beneficie, em ações sociais, além de estar sempre ao lado deles. Temos a vantagem de ser uma cidade pequena e por isso é mais fácil partir para um corpo a corpo, visitas sempre que possível, uma relação além de campanha. Existem coisas que a justiça não nos permite fazer como comícios, mas é possível outras formas de interagir com os eleitores, como eventos no comitê e carreatas”, disse Honorato.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized

 

Ricardo x UEPB: Perguntas e Respostas

A polêmica criada em torno da autonomia financeira da UEPB tem sido alimentada principalmente por dúvidas, em sua maioria, plantadas pelos assessores do governador, que até agora não teve a coragem de botar a cara na mídia, ou que os representantes da UEPB não tiveram como esclarecer com a necessária profundidade, quase sempre em razão do tempo e do direcionado dado nas entrevistas concedidas pela reitora, por seus auxiliares e pelos representantes de professores, funcionários e estudantes.

A partir desta realidade, vou buscar aqui esclarecer da maneira mais simples e sintética possível as principais questões que ainda pairam sobre o caso, da maneira mais óbvia, na forma de perguntas e respostas.

P. O governo diz que o mínimo que o Estado é obrigado a repassar é 3%. É verdade?
R. Não. A Lei nº 7.634, em seu artigo 3º, estabelece que o Estado não pode repassar menos de 3% de suas receitas líquidas, porém o artigo 4º determina que o percentual da receita de um ano não pode ser inferior ao percentual do ano anterior. Sendo assim, o Estado não pode mais voltar aos 3%, já que vem repassando mais do que isso desde que a lei foi sancionada, em 2004. Na prática, esta determinação legal é o que os juristas chamam de “letra morta”. Não serve mais para nada.

P. O governo diz que, cumprindo o que estabelece o artigo 4º, está repassando em 2012 mais do que repassou em 2011 e, por isso, cumpre a lei. É verdade?
R. É uma “meia verdade”. No ano passado o governo deveria ter repassado à UEPB 5,77% de sua receita, como consta do orçamento do Estado para aquele ano, mas só repassou 4,34%. O restante, 1,43%, foi o que o governo ficou devendo à UEPB, graças a um acordo feito entre o governador e a reitora, que deu um crédito de confiança ao governador em razão do Estado estar passando por dificuldades financeiras deixadas pelo governo anterior. É possível comprovar a existência desse acordo nas matérias divulgadas por diversos órgãos, inclusive pelo próprio Governo do Estado, ao longo de todo o ano de 2011, além das correspondências enviadas pela reitoria ao governador e seus assistentes. Sendo assim, devemos entender que, na verdade, o governo tenta utilizar um “calote” dado em 2011 para oficializar outro “calote” em 2012.

P. Quais provas a UEPB tem de que deveria receber 5.77%?
R. O orçamento anual do Estado da Paraíba para 2012, produzido pelo Governo, aprovado pela Assembleia Legislativa, sancionado pelo governador Ricardo Coutinho e publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba. Os assessores do governador alegam que o orçamento não obriga, apenas prevê a despesa, mas não informam porque desde 2011 não estabeleceram o percentual de 4.53%, que o Estado se propõe a pagar, sendo que naquele período ainda daria tempo da UEPB reagir para fazer com que o governo cumprisse a promessa dos 5.77%, que o obrigaria, também, a repetir o índice neste ano. A única conclusão a que se pode chegar, neste caso, é que houve extrema má fé e evidente dissimulação por parte do governador, que nas vezes que recebeu a reitoria se comprometeu a resolver a situação em 2012, inclusive marcando para o início deste ano a regularização do débito acumulado de mais de 100 milhões, gerado justamente pela diminuição dos repasses graças à aceitação, por parte da reitora, dos apelos do governador.

P. E quanto à conta bancária, é verdade que o Estado assumiu o controle da conta da UEPB?
R. Sim. O Estado submeteu todos os pagamentos que a UEPB tem a fazer a uma conta sobre a qual a instituição não tem controle absoluto e, pior, da qual o governo pode dispor a qualquer momento. Isso gera, em primeiro lugar, extrema insegurança, pois agora nada impede que o Estado, diante de alguma dificuldade ou por outros interesses, simplesmente decida retirar da conta utilizada pela UEPB a quantia que quiser, deixando a universidade completamente descoberta. O resultado disso é que configura, de fato, o fim da autonomia, já que a UEPB não tem mais o controle exclusivo de suas despesas e, por consequência, a geração de grande instabilidade na relação entre a UEPB e seus professores, funcionários e prestadores de serviços, pois a instituição não poderá mais garantir com 100% de certeza o cumprimento de suas obrigações. Além disso, a UEPB é conhecida, além da sua pontualidade nos pagamentos, pelo cuidado que tem com seus recursos, chegando a economizar parte de suas receitas para realizar investimentos em sua estrutura e expansão. Com este novo modelo, no final de cada mês, o que não tiver sido gasto poderá ser recolhido pelo Estado, para uso sem nenhum controle ou fiscalização. Na prática, o Estado obriga a UEPB a tornar-se uma instituição irresponsavelmente gastadora, sob pena de abastecer o governo com recursos que ele poderá usar para o que quiser, sem prestar contas a ninguém.

P. Os representantes do Estado e alguns jornalistas insinuam que a UEPB gasta seu orçamento como quer, sem que ninguém tenha controle disso. Dizem que a universidade não é transparente. É verdade?
R. Não. A UEPB é uma instituição pública e, como tal, está submetida às regras que regem a utilização de orçamentos públicos, com a realização constante de auditorias por parte da Controladoria Geral do Estado e do Tribunal de Contas do Estado, além de submetida ao trabalho fiscalizador do Ministério Público e aos diversos órgãos de classe representativos de seus professores, funcionários e alunos. Isso demonstra que a utilização dos recursos repassados à UEPB são, historicamente, muito mais minuciosamente monitorados do que os da maioria dos órgãos públicos estaduais. Além disso, a universidade mantém em seu site diversos sistemas de acompanhamento de sua gestão financeira, que podem ser acessados por qualquer pessoa, de qualquer lugar, a qualquer hora. Ao contrário do governo, não se conhece nenhum caso de pedido de informações sobre o uso de verbas públicas pela instituição que tenha sido negado pela UEPB. Mais importante, a gestão da UEPB tem demonstrado, através dos avanços alcançados em todas as áreas, que mais do que estarem sendo investidos em sua totalidade, os recursos geridos pela UEPB têm sido utilizados com muita competência e não se tem notícias de nenhum caso de corrupção, desvio ou mal uso de verbas públicas ao longo dos últimos anos, bem diferente do que ocorre em relação a esta e às anteriores administrações do atual governador.

P. O governo do Estado defende que repassa à UEPB, proporcionalmente, mais do que o Estado de São Paulo repassa à USP. É verdade?
R. É uma dupla Mentira. O governo alega que a USP recebe apenas 3,19% do ICMS recolhido pelo Estado de São Paulo. Este número está errado. O percentual certo é 5,74%. Porém a comparação fica muito mais esclarecedora ao se comparar os números reais. No ano de 2011, o orçamento destinado pelo Estado de São Paulo à USP foi de mais de R$ 3,5 bilhões de reais (R$ 3.598.437.761,00). No mesmo ano, o governo da Paraíba repassou para a UEPB, segundo nota divulgada pelo próprio governo, “cerca de R$ 196 milhões”. A comparação que merece ser feita, neste caso, é que a UEPB recebe, para manter seus altos índices de qualidade e suas arrojadas políticas de expansão e modernização, apenas 5,5% do que o governo de São Paulo repassa para apenas uma de suas universidades (O estado de São Paulo possui TRÊS universidades estaduais – USP, UNESP e UNICAMP).

P. Faz sentido a alegação de que a UEPB poderia utilizar seus recursos para financiar a campanha da reitora Marlene Alves à Prefeitura de Campina Grande?
R. Não. Por todos os instrumentos de fiscalização já citados e pela excelência demonstrada pela instituição na utilização dos recursos que dispõe, seria impossível retirar dinheiro sem que os órgãos competentes identificassem as irregularidades e sem que a comunidade sentisse diminuição na qualidade dos serviços oferecidos ou estancamento das políticas de expansão e modernização. O que parece ser mais evidente é que como a professora Marlene não pertence ao esquema político do governador, sua eventual candidatura seria capaz de prejudicar os planos do governo do Estado de tomar a prefeitura de Campina Grande do grupo ao qual faz oposição direta. A diminuição dos repasses se torna, então, uma maneira de inviabilizar o final de sua administração e prejudicar sua imagem junto à comunidade acadêmica, para diminuir suas chances de sucesso no pleito. Além disso, é preciso lembrar que a professora Marlene não estará mais no comando da UEPB no período das eleições, enquanto o governador estará no pleno exercício de seu mandato e comandando pessoalmente as estratégias do seu grupo em toda a Paraíba, com especial interesse em Campina Grande. Nesse cenário, o dinheiro que o governador retém da UEPB lhe será muito mais útil do que seria para Marlene.

Acredito que se todos tiverem o perfeito entendimento destas questões, ficará muito mais fácil perceber o que de fato está acontecendo neste caso.

http://www.efigeniomoura.com.br / @efigeniomoura

 
Deixe um comentário

Publicado por em 05/02/2012 em Uncategorized