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Escolas adaptadas aumentam, mas ainda faltam professores preparados…

Amanda Carvalho

O número de escolas paraibanas adaptadas para receber alunos com necessidades especiais aumentou 606,31% em uma década, passando de 111 escolas em 2000 para 784 em 2010, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação (MEC). Apesar do avanço, a educação especial ainda requer profissionais especializados para atender os mais de 13 mil alunos especiais matriculados na rede pública e privada em todo o Estado. Segundo o Inep, em 2010, havia 11.609 professores na educação especial, 25% do total de profissionais paraibanos, que somavam 46.009.

A presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad), Simone Jordão, disse que o ideal é que todos os professores da educação básica estejam, de alguma forma, preparados para receber uma criança com necessidade especial. “O objetivo da fundação é ampliar o número de professores capacitados na rede estadual de ensino para suprir a demanda. Os profissionais da rede privada e municipal também podem fazer os cursos de capacitação, basta entrar em contato com a fundação”, garantiu.

As psicopedagogas Ana Maria Guerra de Almeida e Eliane Dutra Fernandes, reabilitadoras da Assessoria de Educação Especial da Funad, analisaram que, em uma década, a educação especial cresceu na Paraíba, mas que, apesar dos avanços, o número de profissionais de educação capacitados ainda não é o suficiente para atender a demanda. Em contrapartida, as duas informaram que a procura dos professores e profissionais da educação para os cursos de capacitação está aumentando, assim como o número de profissionais já capacitados.

Eliane relatou que muitos professores, principalmente do Interior, têm bastante interesse, mas não conseguem tempo para fazer os cursos, pois não podem deixar suas turmas. Também tem a barreira da distância para os professores do interior, principalmente da zona rural. “Por isso que a proposta do curso é capacitar pelo menos um professor e, lá na sua escola, ele passar o conhecimento para os outros, ou seja, ser um agente multiplicador”, afirmou.

Ana Maria ressaltou que é preciso todo um engajamento da escola, desde o diretor ao porteiro, e que todos devem ser capacitados para acolher o aluno especial. “O importante é a direção reconhecer as necessidades do aluno e todos os profissionais estarem envolvidos para que ele realmente seja incluído na escola. A unidade que tem uma equipe integrada para receber a criança, com certeza terá mais sucesso”, afirmou.

Escolas públicas: só 10% são ‘acessíveis’

Na última Sinopse Estatística da Educação Básica feita pelo MEC, em 2010, das 5.515 escolas estaduais e municipais da Paraíba, apenas 572 são consideradas acessíveis, ou seja, apenas 10,37% do total estão adequadas para receber crianças especiais. Simone explicou que acessibilidade nas escolas é a adequação arquitetônica ou estrutural, dos espaços físicos reservados à instalação e funcionamento de salas de recursos multifuncionais; dos sanitários, como alargar as portas e vias de acesso.

Também é preciso ter rampas de acesso, corrimão e sinalização tátil e visual; possuir mobiliário acessível, cadeira de rodas, material desportivo acessível e outros recursos de tecnologia assistiva. Ela informou que 306 escolas receberam, entre 2008 e 2010, recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), para adequar suas instalações físicas para promover acessibilidade aos alunos com deficiência motora.

Para João de Deus, de 4 anos, que é cadeirante, se matricular numa escola pública em São Mamede foi fácil, como contou sua tia, Ana Cleide de Araújo. De acordo com ela, a escolinha acolheu bem o sobrinho, entretanto ela não tinha uma estrutura física adequada para o seu deslocamento.

Este ano, o garoto João estudará em João Pessoa e começou semana passada o acompanhamento na Funad. “A minha mãe, avó de João, que cuidava dele e dos outros três irmãos, mas quando fui lá vi como era difícil para ela cuidar de todos, então trouxe João para aqui. Por conta da cirurgia que ele fará, este ano resolvi não matriculá-lo, mas ano que vem o farei, até porque ele é muito inteligente e adora estudar”, relatou.

Carlos, de 13 anos, que tem deficiência intelectual, também estuda na rede pública em sua cidade, Livramento. A sua mãe, Maria da Conceição da Silva, contou que ele era o único na escola com necessidades especiais, mas que agora outras crianças passaram a estudar lá. “Ele estuda na mesma sala com as outras crianças e adora, todos os professores gostam dele. Hoje, a diretora luta para levar uma pessoa especializada para apoiar essas crianças e meu filho, mas os professores dão uma boa assistência, eles têm paciência e entendem as necessidades dele”, contou.

Falta equipe multidisciplinar nas escolas

Outro problema enfrentado por algumas escolas é a falta de uma equipe pedagógica formada por psicólogos, pedagogos e assistente social. Eliane explicou que esta equipe é importante para a educação especial, pois é ela quem articula e reconhece as necessidades da instituição, dos alunos e professores. “O maior problema de algumas escolas da rede pública é esta carência de equipe pedagógica e quem acaba fazendo esse trabalho de articulação são os diretores, que acabam sobrecarregando o trabalho”, contou a psicopedagoga Ana Maria Guerra, da Assessoria de Educação Especial da Funad.

De acordo com o Censo Escolar do ano passado, em todo o Estado, se matricularam 13.859 estudantes na educação especial, sendo 3.142 alunos na rede estadual, 8.958 nas escolas municipais, 1.275 nas particulares e 15 nas escolas federais. Em João Pessoa, a rede municipal matriculou 854 alunos com alguma necessidade especial, sendo dois nas creches, 15 na pré-escola, 504 nos anos iniciais de ensino, 202 nos anos finais e 131 na Educação de Jovens e Adultos (EJA) fundamental. Ao todo, a Capital tem 1.881 alunos na educação especial das redes estadual, municipal, particular e federal de ensino.

Escolas particulares: 25% são adaptadas

Segundo o Inep, 25% do total de escolas privadas na Paraíba são acessíveis, ou seja, 212 das 828 escolas de educação básica estão adaptadas. Ano passado, 1.275 alunos especiais se matricularam na rede privada. O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Estado, Odésio Medeiros, garantiu que qualquer escola da rede privada está apta para receber alunos com necessidades especiais, mas que a estrutura e equipamentos adequados serão adquiridos apenas se houver demanda.

“As escolas não vão construir acessos e mobilizar pessoal se não tiver a demanda. Elas irão se preparar à medida que for tendo a demanda”, afirmou. Ele também disse que, caso o aluno necessite de interprete, a escola tem um quadro de profissionais aptos, de fora da escola, e garantiu que este serviço é oferecido pela escola sem custo adicional ao aluno.

Maria da Penha de Jesus Ramos, mãe de Manuel Eder, de 19 anos, contou que seu filho, que tem deficiência intelectual, estuda desde pequeno em uma escola particular de João Pessoa. Ela disse que desde o começo todos foram bastante receptivos e que os professores trabalham levando em conta as limitações e necessidades do adolescente. “Meu filho estuda junto com as outras crianças, mas ele tem um horário especial para ter acompanhamento específico, numa sala com recursos adequados. Já na sala, o professor acompanha o seu aprendizado e todos gostam muito dele”, relatou.

Já Marluce Berto Fonseca, mãe de Vitória de 5 anos, que tem paralisia cerebral, disse que a filha ainda não estuda, porque as escolas particulares que ela procurou estavam exigindo um profissional acompanhando sua filha. “Além da mensalidade, eu ainda teria que pagar um salário para o acompanhante. Para evitar o estresse, meu e de Vitória, resolvi esperar até ela ter idade para frequentar uma escola pública”, contou. Marluce contou que já está procurando escolas adaptadas para a filha e achou uma que já tem crianças especiais matriculadas. “Assim fico mais tranquila, pois sei que ela terá o tratamento adequado”, desabafou.

“A escola precisa se adequar ao aluno”

A fonoaudióloga Thereza Sophia Jácome Pires relatou que nunca passou por problemas na hora de matricular sua filha e que a escola que ela estuda até hoje sempre a respeitou e ela foi “muito bem acolhida”. Para Thereza, nenhuma escola está realmente preparada para receber um aluno especial e que, na verdade, o ideal é ela se adequar de acordo com a necessidade de cada um. “A educação é sempre um processo aberto e multidisciplinar. Pois, cada escola tem que se adaptar ao aluno, de acordo com as necessidades de cada um. O que precisa existir são escolas que estejam sempre inovando e se adequando às reais necessidades do aluno”, analisou.

Hoje, Thereza trabalha como fonoaudióloga escolar na unidade onde sua filha estuda e lá é responsável por uma “Sala de Apoio”, onde são trabalhadas as dificuldades dos alunos especiais, assim como o processo de adaptação curricular. “O trabalho é feito em parceria com toda equipe educativa, professores, coordenadores, psicólogos, psicopedagogos e demais funcionários. Realizo triagens fonoaudiológicas para verificar possíveis atrasos de linguagem ou alterações de fala, principalmente nas crianças da educação infantil, como também na prevenção e detecção de dificuldades relacionadas à leitura e escrita”, explicou.

O papel do fonoaudiólogo na escola

A fonoaudióloga Thereza Jácome ressaltou a importância das escolas com alunos especiais terem em sua equipe um fonoaudiólogo escolar para ajudar no processo educacional. Porém, ela explicou que este acompanhamento não é terapia, como aquele feito na fonoaudiologia clínica.

“Fonoaudiólogo escolar tem um papel muito importante perante o processo de inclusão, pois é um profissional capacitado para contribuir com as questões relativas à linguagem oral e escrita, leitura e adaptação curricular. Juntamente com toda equipe, ele irá promover estratégias com o objetivo de facilitar a aprendizagem para os alunos especiais, não subestimando sua capacidade intelectual, mas acima de tudo respeitando sua forma de aprender e seu tempo de aprender, valorizando assim o potencial que sabemos que cada ser humano tem”, declarou a fonoaudióloga Thereza Sophia Jácome.

Alunos cegos

A presidente do Instituto dos Cegos da Paraíba, Suzi Belarmino, acredita que nenhuma escola está realmente preparada para receber alunos com deficiência visual, pois eles precisam de um currículo extra, como aprender a andar com a bengala, praticar esportes, aprender a ler e escrever em Braille, entre outras atividades. Para Suzi, o melhor para os gestores é ter uma parceria com ONGs ou instituições de cegos para oferecer a ajuda necessária para os professores.

Ela acredita que essas parcerias custam menos do que contratar um professor com formação em Braile. “Nas escolas, eles ensinam o currículo tradicional e o cego precisa de um currículo extra. O que fazemos é dar esse apoio ao aluno e aos professores, como transcrever os exercícios e provas”, explicou.

Ela também disse que os cursos de capacitação não preparam realmente os docentes para o ensino dos alunos cegos, pois para dominar o alfabeto é preciso estar sempre praticando. Suzi ainda disse que, além do alfabeto, há também os símbolos dos elementos químicos, físicos e matemáticos. “O melhor para o aluno não é ter professores capacitados e sim que as escolas firmem parcerias com as organizações de cegos. É muito diferente um professor capacitado e outro que trabalha sempre em Braille. Também tem a questão de confiança dos pais nas escolas, muitos não têm”, afirmou.

Para a presidente, o discurso da inclusão é “muito bonito”, porém não funciona realmente. “Os alunos cegos não gostam do barulho que toda escola tem, elas estão acostumadas a estudarem no silêncio. Para elas, ouvir é muito importante”, explanou. Suzi contabiliza que hoje há em torno de 100 alunos estudando no instituto em horários opostos ao da escola regular.

Parceria

O Instituto dos Cegos da Paraíba tem parceria com algumas escolas que têm alunos cegos matriculados, que consiste em ajudar nas transcrições das provas escritas em Braile. Já os exercícios diários, Suzi contou que os alunos trazem as tarefas para o instituto e já entregam transcritos. “O instituto, por ser uma ONG, não tem condições de fechar parcerias com todas as escolas públicas, assim ajudamos aquelas que fazem parte da nossa rota”, explanou.

O instituto oferece serviços de alfabetização, reabilitação, iniciação desportiva, cultura e socialização. Após a alfabetização, na qual as crianças aprendem a ler e escrever em Braile, depois elas passam a fazer parte da malha escolar pública em escolas da rede municipal ou estadual, embora continuem com o acompanhamento integral do Instituto até concluírem ensino médio. Lá também tem laboratório de informática, com programa especializado que faz leitura da tela para os cegos.

A psicopedagoga Eliane Dutra Fernandes informou que na Escola Estadual Olivina Olivia, na sala de recursos multifuncionais, tem uma impressora que imprime em Braille, para transcrever o material didático aos alunos cegos, além dos livros usados na rede pública estadual. Ela ainda relatou que na escola tem alunos cegos, mas que eles são relutantes em usar a sala no período depois da aula, porque eles preferem o acompanhamento do instituto.

Crianças autistas

As crianças autistas são as que mais têm dificuldades de conseguir se matricular numa escola regular. A psicóloga da Coordenação de Atendimento à Pessoa com Deficiência Intelectual da Funad, Maria Iurinete Monteiro, relatou que escuta muitos depoimentos de mães de crianças autistas que não conseguem matricular seus filhos, tanto na rede pública quanto na privada. As mães relatam que os diretores alegam que não têm condições oferecer o acompanhamento adequado para essas crianças.

Para Iurinete, o melhor espaço para socialização das crianças autistas é numa escola da rede pública que, segundo ela, oferece melhor ambiente para elas que se assemelha às características da condição. “Nas escolas públicas, os alunos têm uma rotina fixa e hora certa para tudo. Também na hora do lanche, as crianças comem todas juntas, o que favorece a socialização, coletividade e interação delas. Nas escolas privadas, o aluno leva o lanche de casa, cada um come só, e a criança autista acaba ficando isolada, o que prejudica no seu acompanhamento pedagógico”, expôs. Iurinete ainda garante que as escolas públicas têm que oferecer um acompanhante para o autista.

A coordenadora da de Atendimento à Pessoa com deficiência Intelectual da Funad, Hellen Cavalcanti, disse que a principal mudança que as escolas – e a sociedade como um todo – devem fazer é desconstruir o estigma que autismo é uma doença mental para, assim, oferecer uma melhor assistência para a criança nesta condição. Ela também concorda que o ambiente escolar numa escola pública oferece a estrutura e a rotina ideais para elas. “As mães acreditam que os filhos estão mais seguros na escola privada porque elas estão pagando, mas em alguns casos a criança acaba ficando mais isolada”, afirmou.

Atendimento a autistas é difícil

A coordenadora pedagógica do Espaço Terapêutico Mundo Autista, a psicóloga Rivalina Fernandes, especialista em Educação Especial, disse que muitos pais precisam pagar um acompanhante dentro da escola particular, pois elas não oferecem esse tipo de serviço. Para ela, os gestores das escolas particulares não têm interesse em ajudar os autistas. “No espaço oferecemos treinamento gratuito para as escolas, mas parece que eles não têm interesse”, afirmou. Ela reconhece que o trabalho com crianças autistas é difícil, principalmente com aquelas com maior idade. “As escolas ainda aceitam matriculá-las quando são mais novas”, contou.

Porém, ela reconhece que um professor para cuidar de uma classe com várias crianças, inclusive uma autista, é difícil e complicado. Assim, o acompanhante é essencial para o bem-estar da criança. “Numa emergência, o professor não pode parar a classe e atender a criança, por isso é importante o acompanhante. Eu sempre indico aos pais para matricularem em escolas pequenas, de bairro, porque as classes têm menos alunos, o que facilita”, afirmou.

Rivalina faz um apelo aos gestores públicos para a importância de detectar o autismo nas creches e pré-escolas. Para isto, ela sugere a distribuição de material educativo, mostrando detalhadamente os sintomas da doença, além de palestras nas escolas aos professores e diretores. “O autismo pode ser detectado a partir de 1 ano e 8 meses e quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será o investimento e acompanhamento pedagógico com essa criança. Isso irá favorecer que ela se torne um adulto mais independente, e que possa até frequentar uma universidade”, explicou.

Nas escolas públicas, Rivalina contou que os autistas têm maiores vitórias. Ela citou o exemplo de uma criança que estuda numa escola da rede municipal e conseguiu acompanhamento especial. Entretanto, Rivalina disse que esta vitória foi fruto de muita batalha e os pais “gritaram e brigaram” para conseguir o serviço.

Ela ressaltou que a maioria das crianças autistas não se comunica e não aprendem o conteúdo do currículo regular como as outras crianças. “É importante ressaltar que a escola é um local de socialização e integração. Algumas crianças não conseguem acompanhar as aulas e o conteúdo, mas isso não quer dizer que elas não vão passar de série. É muito importante para a criança conviver com outras da mesma idade”, disse.

Rivalina, que é mãe de um autista, disse que na época em que seu filho era criança – hoje ele tem 23 anos – não tinha escola ou instituição que fizesse um acompanhamento especializado. Inclusive, o seu filho foi previamente diagnosticado com hiperatividade. “Foi muito difícil no início. Depois de muito tempo foi aberta uma escola para crianças autistas, mas que acabou fechando e tive que matriculá-lo numa escola regular, pagando um acompanhante por fora”, contou.

Funad oferece cursos para professores

A presidente da Funad, Simone Jordão Almeida informou que, no ano passado, a fundação ofereceu diversos cursos no âmbito da educação especial, capacitando em torno de 1.950 professores da rede estadual de ensino. O curso de capacitação na área da deficiência visual capacitou 39 docentes; a formação inicial e continuada dos profissionais da educação sobre Educação Especial formou 140 professores em Patos e Sousa.

O curso de Libras para professores do ensino fundamental, médio, superior e outros profissionais formou 1.163 alunos. “Os cursos são de formação inicial e continuada na área da Educação Especial, presencial e a distância, na sede da FUNAD e nas sedes das 14 Gerências Regionais de Ensino da Paraíba”, explicou.

Para este ano, Simone adiantou que já está sendo feito um cronograma de capacitações a partir das demandas de cada cidade, através das Gerências Regionais, dentre eles um curso de formação continuada em atendimento educacional especializado para 360 professores de salas de recurso multifuncional; formação inicial e continuada no sistema Braille/Código Matemático para 220 professores da Educação Básica; e formação inicial e continuada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) para 360 professores da Educação Básica.

Segundo Simone, a missão da Secretaria de Estado da Educação (SEE) e da Funad é levar apoio pedagógico e técnico para todas as escolas estaduais oferecerem ensino especializado aos alunos com necessidades especiais. “A qualificação de profissionais e a ampliação do atendimento educacional especializado suplementar, através da ampliação das salas de recursos multifuncionais, é umas das metas, bem com a reestruturação das salas de recursos existentes”, afirmou.

Além dos cursos de capacitação e formação da Funad, a reabilitadora Eliane Dutra Fernandes informou que no curso para formar professores oferecido pelo Instituto da Educação da Paraíba (IEP) tem uma cadeira de educação especial. “Já faz alguns anos, não sei precisar quantos, que o IEP tem essa cadeira, ou seja, todos os professores formados têm informações sobre a educação especial”, contou.

Salas de recursos multifuncionais

A presidente da Funad, Simone Jordão, contabiliza que existem 188 escolas estaduais com salas de recursos multifuncionais e adaptadas pedagogicamente para receber os alunos com necessidades especiais. Em João Pessoa, das 96 escolas municipais, exceto os Centros de Referência de Educação Infantil (Crei), 16 possuem salas de recursos multifuncionais para acessibilidade pedagógica.

As salas têm por objetivo oferecer acompanhamento específico, em horários diferentes às aulas, às pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento (autistas, pessoas com síndromes diversas), altas habilidades e superdotação na faixa etária escolar.

A frequência das atividades depende da necessidade de cada aluno e é feito por um profissional capacitado. “As pessoas que não têm condições de vir à Funad para fazer as atividades complementares podem fazer nessas salas, em sua cidade”, explicou Ana Maria Guerra de Almeida, psicopedagoga e reabilitadora da Funad.

Dados do IBGE

De acordo com o Censo de 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Paraíba tinha 1.045.631 pessoas com alguma deficiência, ou seja, 27% do total de 3.766.528 paraibanos, sendo 882.813 deficientes visuais, 230.009 deficientes auditivos, 320.918 deficientes motores, 61.996 deficiência mental, 2.720.445 outros tipos, e 452 sem declaração.

Escolas Acessíveis na PB (fonte Inep)

2000

Total: 111

Pública: 83

Privada: 28

2010

Total: 784

Pública: 572

Privada: 212

Aumento total em 10 anos: 606,31%

Na rede pública: 589,16%

Na rede privada: 657,14%

Matriculas alunos especiais (Fonte Censo Escolar 2011)

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  1. Edith Judith
    10/08/2012 às 01:12 | #1

    Olá, Gostaria de que fosse divulgado os nomes das escolas particulares onde a adaptação ao autismo já está sendo funcional, sei do problema quanto ‘a divulgação publicitária, mas ao ler a notícia me interessei muito para saber quais escolas são devido procurar escolas preparadas para essa situação. É até bom divulgar pois mediante a esse destaque muitas escolas também vão querer denotar e praticar essa postura de acessibidade e inclusão.
    Obrigada

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