Arquivo diário: 09/02/2010

Prefeitos vão pressionar bancada pela aprovação de emenda que garante R$ 1,2 bi para a Paraíba

“O povo precisa conhecer aqueles que por ventura votarem contra a Paraíba e contra os municípios”, disse o prefeito Bosco Carneiro.

prefeitos_20100209_190505Os prefeitos paraibanos que estiveram participando hoje do encontro promovido pela Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), cerca de 50, decidiram pressionar os 12 deputados que compõem a bancada paraibana na Câmara Federal para que votem favoravelmente a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) que trata de uma melhor redistribuição dos royalties do pré-sal.

A ideia foi apresentada pelo prefeito de Alagoa Grande, Bosco Carneiro (PPS), e aceita pelos colegas. “Vamos divulgar em rádio, jornal e onde mais for possível o nome de cada um deputado e como votou. O povo precisa conhecer aqueles que votaram contra a Paraíba e contra os municípios”, disse.

Na ocasião, os gestores organizaram, junto com a Famup, um documento que será encaminhado a cada um dos deputados federais paraibanos solicitando que votem favoravelmente. Após a votação na Câmara, cada um dos gestores municipais vai divulgar nas cidades como votou cada um dos parlamentares.

A emenda de Ibsen Pinheiro, que também tem como autor o deputado Humberto Souto (PPS-MG), propõe uma divisão mais equitativa dos royalties entre os Estados, usando os critérios dos Fundos de Participação dos Municípios e dos Estados (FPM e FPE). Na prática, isso tiraria dinheiro dos Estados produtores, como o Rio de Janeiro, mas beneficiaria os estados nordestinos.

Com essa emenda do deputado peemedebista o Estado da Paraíba que hoje deve receber R$ 299.363.800,00, passaria a receber o valor de R$ 1.275.200.000,00.

STF aprecia esta semana processo da Operação Confraria que envolve Cícero Lucena.

O inquérito de nº 2527 contra o senador Cícero Lucena, da Operação Confraria, que corre em segredo de Justiça na Suprema Corte do País, vai ser apreciado pelos ministros na sessão da próxima quinta-feira (11), em decorrência de um agravo regimental proposto por um dos envolvidos no processo, o ex-secretário da prefeitura de João Pessoa, Everaldo Sarmento.

Até agora o plenário do STF não julgou o mérito das denúncias que pesam contra Cícero Lucena e mais 36 pessoas envolvidas no esquema de desvio de verbas públicas, fraudes em licitações, superfaturamento na execução de obras, sobrepreço praticado nos serviços contratados, pagamento por serviços não realizados e pagamentos em duplicidade de diversos serviços na prefeitura de João Pessoa.

O processo teve início na 3ª Vara da Justiça Federal da Paraíba, mas foi enviado para o Supremo Tribunal Federal em razão da eleição de Cícero para o senado da República. No dia 26 de junho de 2008, a ministra Ellen Gracie, que está a frente do caso, proferiu despacho determinando o desmembramento do processo para os réus que não detêm foro privilegiado.

Dentro do despacho da ministra Ellen Gracie, consta o parecer do procurador-geral da República favorável ao desmembramento, ao mesmo tempo em que requer a instauração da ação penal contra o senador Cícero Lucena, por entender que há indícios suficientes da prática de crime.

Ele pediu que, ao final do julgamento do processo, seja Cícero Lucena condenado nas penas dos delitos previstos no artigo 288 do CPB; artigo 1º, incisos I, IV e VII, do decreto-lei nº 201/67, combinados com o artigo 69 do CPB e artigos 89, 92, 93 e 96, V, da lei nº 8.666/93, também combinados com o artigo 69 do CPB.

Benjamin declara torcida por Vené e diz que além de consenso nome de vice deve ter densidade eleitoral: “O cabeludo tem”

Presidente do PMDB de João Pessoa, o ex-deputado federal Benjamin Maranhão, decidiu declarar torcida e capitanear a campanha pelo ingresso do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego(PMDB) na chapa majoritária do governador José Maranhão (PMDB) na condição de senador ou até mesmo de postulando a vaga de vice.

Para o ex-parlamentar, o escolhido deve ter dois requisitos necessários para postular o cargo. O primeiro é ter o consenso das bases, já o segundo é ter uma boa densidade eleitoral. “Este último pré-requisito todos nós sabemos que o cabeludo tem”, atestou.

O ex-parlamentar explica que na hora da escolha será preciso pensar principalmente em um partido político com densidade e que represente uma chapa forte para todo o grupo.

“Veneziano é o desejo de toda a base partidária, sei que não sou apenas eu quem decido, mas pelo que tenho convivido e presenciado, vejo que as pessoas querem que o cabeludo aceite entrar na disputa”, falou e ainda resumiu: “qual o partido político que não gostaria de ter o prefeito Veneziano na chapa, nós desejamos isso!”, concluiu.

PMDB refaz suas contas

O contador Antônio Sousa (presidente do diretório estadual do PMDB), refez algumas projeções matemáticas anteriormente calculadas pelo ex-deputado federal Benjamim Maranhão (do mesmo partido dele) e pelo deputado estadual Fabiano Lucena (PSDB).

Atualizando números

Segundo “Toinho”, as contas feitas por “Beijinha”, estimando em cerca de 80.000 votos a quantidade mínima de sufrágios para eleger um deputado federal pode ser reduzida, dependendo do coeficiente eleitoral calculado após o resultado final das urnas, logo no 1º turno, marcado para o próximo dia 3 de outubro.

Campeões de votos

Mesmo assim, ele acha que o potencial eleitoral de Benjamim Maranhão pode superar a marca de 150.000 votos. Na eleição passada, em 2006, o mais votado para a Câmara federal, em Brasília-DF, foi o então candidato Vital do Rego Filho, do PMDB. “Vitalzinho” obteve 168.301 votos.

Quanto vale uma vaga

Para a Assembleia Legislativa, o presidente do PMDB estima em cerca de 50.000 votos a quantidade necessária de sufrágios para eleger um deputado estadual, levando-se em conta que sejam considerados válidos em torno de um milhão e 800 mil votos. Como existem 36 vagas, a cada meia centena de sufrágios, cada partido ou coligação poderá eleger um candidato para a Casa de Epitácio Pessoa.

Carimbando o passaporte

Fabiano Lucena estimou anteriormente em cerca de 30.000, o número necessário de votos para carimbar o passaporte dele ou o de qualquer outro colega, na disputa por um assento no plenário do Parlamento paraibano.

Desmentindo intrigas

Antônio Sousa aproveitou o espaço concedido a ele na edição desta segunda-feira do programa “Rede Verdade” (levado ao ar pela TV Arapuan, no canal 14 em João Pessoa e canal 11 em Campina Grande) e desmentiu – durante sua entrevista – que tivesse havido algum mal-estar entre a deputada estadual Francisca Mota e a prefeita municipal de Araruna, Wilma Maranhão (ambas peemedebistas).

Tudo bem em Brasília

Conforme o relato de “Toinho”, Dona Wilma e Chica Mota conversaram amistosamente várias vezes, antes, durante e depois da Convenção Nacional do PMDB, realizada no sábado passado, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, na Capital da República.

Clima amistoso

Ele disse que não percebeu e nem viu acontecer qualquer tipo de queixa – por menor que fosse – e em nenhum momento houve registro de desentendimentos entre Dona Wilma e Chica Mota, por conta de supostas disputas eleitorais na cidade de Patos:

– Dona Wilma e a deputada jantaram juntas no Hotel Carlton e depois foram passear num shopping, mantendo um clima de total tranqüilidade entre as duas.

Céu de brigadeiro, ares de montanha

O presidente estadual do PMDB acrescentou que também houve a mesma atmosfera de cordialidade entre pré-candidatos em potencial a deputado federal no pleito deste ano, como Wilson Santiago Filho e Hugo Mota, descartando qualquer tipo de problema ou discussão:

– Muito pelo contrário: eles conversaram bastante animados, várias vezes e até fizeram brincadeiras em torno do assunto sobre qual dos dois teria mais votos no Sertão.

BIOGRAFIA DO REI DE ARARUNA

Apesar da bem escrita biografia autorizada do governador José Maranhão, onde o que mais se ressalta é a sua hipotética coerência, a verdade é que, com a sua volta ao Palácio da Redenção, o discurso político na Paraíba se apequenou de vez.

É impressionante a sua capacidade de “ararunizar” a política paraibana. Nada contra Araruna, que é um município simpático, com uma população reconhecidamente hospitaleira. “Ararunizar” aqui tem a ver com o estilo maranhista de fazer política. Com o seu jeito especial de desqualificar o debate e puxar a discussão sempre para o nível mais baixo.

A biografia autorizada vê nele um exemplo coerência. Pura balela! O que ressalta mesmo na personalidade do governador é a incomparável capacidade de perseguir adversários. Tenham sido eles amigos ou não em passado recente.

Ney Suassuna, por exemplo, que em 2006 foi descartado como papel higiênico, uma espécie de leproso por conta de seu envolvimento no caso dos Sanguessugas, sabe bem o poder que Maranhão tem quando se dispõe a perseguir alguém.

Agora mesmo, o prefeito Ricardo Coutinho, cujo crime inafiançável é o de querer disputar democraticamente o governo do Estado, está sofrendo na pele a baixeza dos ataques maranhistas.

Com Ney, em passado não muito remoto, Ricardo já foi apontado por Maranhão como um grande político. O ex-senador era, na versão do Maranhão amigo, um grande carreador de recursos para a Paraíba. Um trator a serviço do Estado. Depois, virou um proscrito.

Ricardo Coutinho, não faz muito tempo, era o suprassumo da competência, da capacidade administrativa e o mais brilhante representante da nova geração de políticos do Estado. Agora, pelo “crime” de querer disputar o governo estadual, é um autoritário, um administrador sem espírito público e, na sua expressão utilizada hoje, um amuado.

Maranhão só é coerente na sua capacidade de destratar e perseguir os adversários. Mas não foi isto o que a sua biografia autorizada quis dizer. Aliás, por falar nesta biografia, ela está tendo o mesmo destino do filme que endeusa Lula: a lata do lixo.

Sem ajuda de colegas, Ricardo Barbosa faz discurso contra governo na AL: “Nunca se matou e roubou tanto”

O deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) representou bem nesta terça-feira o que se costuma chamar de Exército de Um Homem Só. Municiado de um discurso contundente contra o governo Maranhão III, o parlamentar subiu à tribuna da Assembleia na sessão desta tarde e rasgou o verbo. Cobrou ações do atual governo, desafiou a bancada governista a trazer um só programa criado na gestão de Maranhão e criticou a segurança pública do Estado. “Nunca se roubou, se matou e se praticou tantos crimes como neste governo”, disparou, como a deixar no ar a ambigüidade da frase.

Depois de suar o paletó, Barbosa desceu a tribuna sem ter sido aparteado, apoiado ou ajudado por nenhum membro da oposição. O deputado Manoel Ludgério, ex-líder da oposição, esteve no plenário, mas saiu antes de Ricardo fazer a primeira crítica a Maranhão.

O líder do PSDB, deputado João Gonçalves, também não deu a mínima ao discurso do “colega”. O novo líder da oposição, deputado Romero Rodrigues (PSDB), nem na Assembleia esteve.

Ricardo, portanto, falou sem a ajuda dos companheiros. Resultado: perdeu na réplica.

Apatia, omissão, desinteresse. Não se sabe ao certo. O que se pode constatar aparentemente ao acompanhar uma simples sessão na Assembleia é que o governador Maranhão possui realmente maioria esmagadora na Casa de Epitácio Pessoa.

Em homenagem a Ricardo Barbosa, vai o vídeo com Peninha cantando música de sua autoria: Sozinho.

Gominho se irrita com pergunta de jornalista sobre situação da segurança pública na PB

ono de um currículo irreparável na Polícia Federal, o delegado Gustavo Gominho não merece o que está passando. Deve deixar a chefia Secretaria de Segurança Pública do Estado ou, ao menos, desistir de dar entrevistas sobre o tema. Ele tem atingido um nível de irritação que não é seguro do ponto de vista cardíaco.

Hoje, por exemplo, Gominho se irritou com a pergunta do radialista Edmilson Pereira, chegando-o a chamar de “Pedro Bó”. Irritadíssimo, Gominho reconheceu deficiências na segurança pública do Estado e perguntou o que o jornalista faria no seu lugar.

Tudo porque o repórter perguntou o que o governo vai fazer para acabar com a falta de delegado em 100 dos 223 municípios da Paraíba.